Cássio desabafa sobre dificuldade de matricular filha autista em BH

Goleiro do Cruzeiro relata que escolas se dizem inclusivas, mas recusam matrícula de Maria Luiza, de 7 anos, diagnosticada com TEA

atualizado

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Friedemann Vogel/Getty Images
Imagem colorida do goleiro Cássio, com sua filha, Maria
1 de 1 Imagem colorida do goleiro Cássio, com sua filha, Maria - Foto: Friedemann Vogel/Getty Images

O goleiro Cássio, do Cruzeiro, usou suas redes sociais nesta sexta-feira (22/8) para relatar a dificuldade de matricular a filha Maria Luiza, de 7 anos, diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA), em escolas de Belo Horizonte.

Maria Luiza é acompanhada desde pequena por um profissional especializado, que se mudou com a família para Belo Horizonte quando Cássio deixou o Corinthians para defender o Cruzeiro, no ano passado. À época, o clube auxiliou o jogador a encontrar uma escola para a filha. Mesmo assim, algumas instituições continuam recusando a presença do acompanhante dentro da sala de aula.

Confira a postagem:

Imagem colorida do post do goleiro Cássio

A Lei nº 12.764/2012, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, reconhece a pessoa com TEA como portadora de deficiência para todos os efeitos legais, garantindo direitos como o acesso à educação. A legislação determina que, em classes regulares de ensino, a criança com autismo tenha direito a acompanhamento especializado, adaptações e avaliações adequadas às suas necessidades.

Leia o relato de Cássio na íntegra:

“Hoje, como tantos outros pais de crianças autistas não verbais, venho compartilhar algo muito doloroso. Tenho tentado matricular minha filha em diferentes escolas, mas a resposta quase sempre é a mesma: ela não é aceita. Tudo isso porque a Maria tem uma pessoa especializada que a acompanha desde os seus 2 anos de idade. Essa profissional veio com a gente de São Paulo, conhece a Maria profundamente, tem a confiança dela e poderia ajudá-la dentro de sala sem atrapalhar em nada o andamento das atividades. Mesmo assim, as escolas não aceitam essa ajuda. Muitas vezes somos chamados para conversar, eu e minha esposa vamos até a escola, explicamos tudo, mostramos disposição em colaborar. No final, a resposta é sempre negativa. Se não fosse por uma única escola ter aceitado a minha filha, a Maria simplesmente não teria como estudar em Belo Horizonte. O mais triste é ouvir isso justamente de escolas que se apresentam como “inclusivas”, que dizem aceitar todos os tipos de crianças. A realidade, no entanto, é bem diferente. Como pai, ver sua filha rejeitada simplesmente por ser autista é algo que corta o coração. Inclusão não é só palavra bonita em propaganda, é atitude. E ainda estamos muito longe de viver isso de verdade”

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