Caneta emagrecedora indicada ao São Paulo violava normas da Anvisa

Caneta foi vendida por pessoa física, sem prescrição médica. Produto era importado e não possuía autorização da Anvisa

atualizado

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1 de 1 Estadio-Morubis-Sao-Paulo - Foto: Mauro Horita/Getty Images

Um medicamento utilizado para emagrecimento e indicado a jogadores do São Paulo foi distribuído de forma irregular, fora das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A caneta emagrecedora, como é conhecida, era negociada por uma pessoa física, sem permissão legal para comercialização no Brasil.

O remédio, conhecido como Mounjaro, era oferecido mediante pagamento direto e com promessa de entrega imediata, sem a exigência de prescrição médica. O valor cobrado era elevado e o fornecedor afirmava que o produto vinha do exterior, prática que inviabiliza sua venda regular no país.

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Usar as canetas sem indicação é muito perigoso
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Segundo informação revelada pelo UOL, o fornecedor relatou que o medicamento era indicado a atletas do São Paulo e também fornecido a pessoas ligadas à diretoria do clube. Ao ser informado de que conversava com um jornalista, mudou o discurso e passou a negar a comercialização, alegando que havia trazido poucas unidades apenas como favor a conhecidos.

Apesar da versão posterior, a investigação identificou quem recebia os pagamentos relacionados às indicações feitas no ambiente do clube. O responsável utilizava linguagem típica de venda, mencionava estoque limitado, divulgava promoções e compartilhava materiais com orientações de uso das canetas.

A Anvisa afirmou que qualquer venda de medicamentos por pessoas físicas é considerada irregular e que remédios só podem ser comercializados por farmácias ou drogarias autorizadas. O São Paulo informou que desconhecia a origem do produto, abriu apuração interna e encerrou a parceria com o médico envolvido.

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