Cabeceios no futebol pioram capacidade de aprendizado, diz estudo

Para chegar à conclusão, uma equipe de pesquisadores analisou a ressonância magnética de jogadores de futebol amador

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1 de 1 Imagem colorida de cabeceio no futebol - Metrópoles - Foto: Ulrik Pedersen/NurPhoto via Getty Images

O cabeceio no futebol causa anormalidades no cérebro que comprometem, por exemplo, a capacidade de fala. A conclusão é de um estudo da Columbia University Irving Medical Center em Nova York, apresentado na Sociedade Radiológica da América do Norte (RSNA), nesta quarta-feira (27/11).

O ato de cabecear é uma técnica amplamente usada no jogo, o que envolve alguns riscos. E o choque de cabeças entre os jogadores é algo perigoso, mas comum.

A equipe do professor de radiologia Michael L. Lipton realizou o estudo a partir da associação entre doenças neurodegenerativas e impactos repetidos no crânio.

“Sabemos da patologia encefalopatia traumática crônica (CTE), o que nos levantou preocupações sobre efeitos adversos tardios de impactos na cabeça”, destaca Lipton, em nota.

Para identificar como os impactos repetidos na cabeça afetam o cérebro, os pesquisadores compararam ressonâncias magnéticas cerebrais de 352 jogadores de futebol amador, entre homens e mulheres, com idades entre 18 e 53 anos, com exames de 77 atletas de esportes sem colisão, como corredores.

Os pesquisadores perceberam uma grande quantidade de lesões no cérebro dos jogadores de futebol. Eles observaram ainda a liberação de líquidos na superfície do órgão, o que agrava as análises na região afetada.

A incidência de lesões é maior no lóbulo frontal do cérebro, área responsável pelo aprendizado verbal. “Nossa análise mostrou que o cabeceio leva a um pior desempenho cognitivo, que é manifestado pela dificuldade na fala, por exemplo”, afirma o professor.

“Caracterizar os riscos potenciais de impactos repetitivos na cabeça pode facilitar um engajamento esportivo mais seguro para maximizar os benefícios, ao mesmo tempo em que minimiza os danos potenciais. A próxima fase do estudo está em andamento e examina os mecanismos cerebrais subjacentes aos efeitos da ressonância magnética e os potenciais fatores de proteção”, destaca Lipton.

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