Briga por nome de égua vira questão jurídica antes das Olimpíadas
Nome de égua, batizada no Brasil, foi alterado na Holanda e imbróglio precisa ser solucionado para os Jogos de Paris
atualizado
Compartilhar notícia

Uma batalha jurídica agita os bastidores da hipismo brasileiro às vésperas das Olimpíadas de Paris 2024. Isso porque há uma disputa por conta do nome de uma égua que participará dos Jogos. No momento, existem três nomes para o animal, que aguarda uma decisão entre uma briga dividida entre a proprietária e marcas comerciais.
Miss Blue, Miss Blue Saint Blue Farm e Miss Blue Mystic Rose são os nomes que estão em pauta. A égua foi convocada em conjunto com o cavaleiro Yuri Mansur. Nascida no haras brasileiro Rosa Mystica, o animal foi vendido com um ano e oito meses para Thalita Olsen, atual proprietária, e é da raça Brasileiro de Hipismo.
A égua ganhou o nome em referência ao haras em que nasceu, procedimento comum nestes casos. Por isso, foi batizada de Miss Blue Mystic Rose. O nome em questão consta em seus passaportes e na confederação brasileira da modalidade. No entanto o animal foi levado para a Holanda, e lá acabou sendo registrada como Miss Blue Saint Blue Farm em junho de 2023.
O haras Rosa Mística entrou na Justiça pedindo a anulação do novo nome, levando em conta a Convenção de Estocolmo de 1974, que determina as regras mundiais de propriedade industrial, alegando que um nome dado no Brasil não pode ser alterado em outro país.
Em junho deste ano o haras conseguiu uma liminar na Justiça de Salto de Pirapora, em São Paulo, exigindo a devolução do nome original. A Federação Internacional de Hipismo, no entanto, afirmou que a decisão não poderia ser tomada de forma unilateral. Logo na sequência, em uma decisão de segunda instância, a liminar foi derrubada. Até o momento o nome do animal segue como Miss Blue.
As partes correm contra o tempo antes do início dos jogos. A disputa do hipismo em Paris terá início no dia 27 de julho.

