Como o Phoenix Suns montou o time finalista de Conferência

Após anos de escolhas e contratações que não deram em nada, a franquia do Arizona finalmente deu um time digno ao talento de Devin Booker

atualizado 22/06/2021 18:40

Christian Petersen/Getty Images

Desde a temporada 2009-2010, última vez em que o Phoenix Suns esteve em uma Final de Conferência, o torcedor da franquia do Arizona teve poucos motivos para comemorar. Entre escolhas de draft que não deram em nada, e um carrossel de treinadores, o time passou uma década sem identidade ou um norte que pudesse apontar para algum princípio de trabalho sólido.

Entre as poucas alegrias que o torcedor do Suns teve nesses anos, está o draft e evolução de Devin Booker, a 13ª escolha de 2015. No entanto, apesar de seu precoce talento, já se revelando um pontuador de elite muito cedo em sua carreira, Booker teve nada menos que cinco treinadores diferentes em cinco temporadas, além de elencos de apoio nada inspiradores. Porém, com a contratação de James Jones como gerente-geral da franquia, em 2017, dias melhores estariam por vir, mesmo que na época fosse difícil prever algo de positivo.

Na temporada 2018-19, duas sementes importantes foram plantadas, que dariam resultado no time que disputa a Final de Conferência: DeAndre Ayton, selecionado com a escolha número 1 do draft daquele ano (aquele de Doncic), e Mikal Bridges, 10ª escolha.

Após mais uma temporada decepcionante, em que o Suns terminou com 19 vitórias e 63 derrotas, Phoenix passaria por uma verdadeira revolução. Primeiro, o técnico Igor Kokoskov foi demitido depois de apenas 82 jogos. Para seu lugar, foi contratado Monty Williams, que estava no Philadelphia 76ers como assistente.

Dentro de quadra, na noite do draft, os Suns fizeram uma série de negócios, que terminaram com a aquisição de Aaron Baynes, Dario Saric e a seleção de Cameron Johnson, com a 11ª escolha.

Os resultados durante a temporada 2019-20, no entanto, continuaram aquém do esperado, com recorde de 26-39 antes da parada da NBA devido à pandemia de Covid-19 que, pelo menos, rendeu ao Suns um convite para a bolha a ser disputada em Orlando. Durante esse intervalo, Phoenix fez um movimento que não chegou a ser registrado nos radares da NBA, mas que tem feito toda a diferença nos playoffs atuais: assinou com o armador Cameron Payne, que havia sido dispensado pelo Chicago Bulls, Toronto Raptors, passou pela China e estava na G League.

Na bolha, os primeiros sinais positivos: Phoenix foi o único time invicto da disputa, com uma grande atuação de Booker, porém, não conseguiu a classificação para os playoffs.

Para a temporada 2020-21, chegaram as duas últimas peças que fariam Phoenix voltar aos playoffs. Jae Crowder foi contratado como agente livre durante a última off-season após uma ótima passagem por Miami e, principalmente, a troca que trouxe Chris Paul para o Arizona, por Ricky Rubio, Kelly Oubre e uma escolha de primeira rodada de 2022.

De um time que terminava constantemente na casa de 20 vitórias, o primeiro ano com a dupla CP3 e Booker (e talvez o trio formado por DeAndre Ayton) e um elenco de apoio experiente, seguro, bem treinado por Monty Williams e montado por James Jones — que recebeu o prêmio de Executivo do ano –, o Phoenix Suns pulou de 34  para 51 vitórias, a segunda melhor campanha da NBA e, agora, luta para chegar à sua primeira final  desde a temporada 1992-93.

Mais lidas
Vídeos
Últimas notícias