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Basquete

Além de Jokic e Murray, quem são os candidatos a fator x para Denver?

Nuggets têm feito um ótimo trabalho de desenvolvimento e continuidade, mas precisarão da força do elenco para se tornar um contender sério

24/07/2020 05:30
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AAron Ontiveroz/MediaNews Group/The Denver Post via Getty Images
Além de Jokic e Murray, quem são os candidatos a fator x para Denver?

Denver não costuma ser um destino para agentes livres cobiçados. Duas das maiores contratações da franquia nessas condições foram Andre Miller e Paul Millsap. Dessa forma, os Nuggets têm de trabalhar bem em escolhas de draft, trocas e aquisições pontuais. E é exatamente isso o que eles têm feito.

Apostando em continuidade e regularidade, Denver montou um profundo e talentoso elenco com apenas uma escolha de top 10 (Jamal Murray, na 7ª posição). O resto do time é formado por escolhas do meio da primeira rodada (Garry Harris, Michael Porter Jr.); jogadores de segundo round (Nikola Jokic e Monte Morris); atletas não recrutados (Torrey Craig); trocas (Will Barton, Mason Plumlee, Jerami Grant); e apenas Paul Millsap contratado como agente livre.

Com esse núcleo, os Nuggets registraram o segundo melhor recorde da temporada passada no Oeste, com 54 vitórias e 28 derrotas, apenas atrás dos Warriors. Na atual temporada, Denver tem 43 vitórias e 22 derrotas, o terceiro melhor recorde da Conferência.

Mesmo com toda essa consistência, um dos melhores técnicos da liga em Mike Malone e um dos pivôs mais criativos da NBA, o unicórnio Nikola Jokic, há questões sobre a viabilidade de Denver como um candidato sério ao título, um time que possa competir com os Los Angeles e Milwaukees da vida.

Durante a temporada regular, Denver foi um dos times que mais apareceram em rumores de troca, sendo ligado a nomes como Bradley Beal e Jrue Holiday, que poderiam ser terceiras peças mais consistentes para formar um Big 3 com Jokic e Murray. A data-limite para trocas passou e os Nuggets não se mexeram, novamente apostando na continuidade do elenco montado pelo técnico Mike Malone, pelo GM Arturas Karnisovas e pelo presidente de operações de basquete Tim Connelly.

A pergunta então, permanece: além de Murray e Jokic, quem será o fator X para Denver? A peça capaz de entregar consistentemente quando suas duas principais estrelas estiverem sofrendo com marcações duplas ou noite menos inspiradas?

Entre os candidatos, está Gary Harris. Um excelente defensor, o armador começava a ser considerado um dos melhores de sua posição há duas temporadas, quando, aos 23 anos, registrou médias de 17.5 pontos por jogo e matou quase 40% de suas bolas de 3. Nos últimos campeonatos, no entanto, Harris tem lidado com lesões e um acentuado declínio em seu jogo ofensivo. Malone, no entanto, mantém a confiança em seu jogador. “Nós não seremos a melhor versão de nós mesmos se não encontrarmos uma maneira de recuperar Gary. Eu acredito que ele está no caminho de voltar a ser o jogador que nós sabemos que ele é capaz de ser. E eu não tenho dúvidas de que ele conseguirá”.

Outro nome que carrega grande expectativa em Denver é o de Michael Porter Jr. O jogador perdeu sua primeira temporada após uma cirurgia de hérnia de disco em suas costas. Em janeiro deste ano, ele recebeu as primeiras oportunidades do técnico Michael Malone e mostrou as capacidades atléticas e o talento como pontuador que fizeram os Nuggets apostar nele. No entanto, uma lesão no tornozelo e irregularidade na defesa o impediram de ter mais continuidade ao longo da temporada.

Além de Harris e Porter Jr., nomes como Millsap, Grant, Morris, Barton e Plumlee são excelentes peças complementares, mas não parecem ser capazes de assumir o protagonismo necessário para ajudar Denver na briga de cachorro grande que será os playoffs no Oeste.

Com LeBron e Davis, Giannis, Kawhi e George no caminho, o Denver Nuggets demonstra o que outras franquias em mercado pequeno, como Utah e OKC, já sabiam: você poder fazer tudo certo e ainda assim ter sua entrada na terra prometida negada.