Hamilton não quer saber de política em luta antirracista: “Busco igualdade”

Liderados pelo hexacampeão, pilotos se ajoelharam antes do GP da Áustria de F1

atualizado 06/07/2020 13:49

Dan Istitene - Formula 1/Formula 1 via Getty Images

Lewis Hamilton tem sido bastante ativo na luta antirracista. No entanto, o hexacampeão da Fórmula 1 não quer que o movimento seja apropriado por nenhuma motivação política.

“Há algumas pessoas falando sobre isso e tornando a questão mais política do que diria que é. Acho que é o movimento na Inglaterra que está mais voltado a esse lado político. Mas acho que as pessoas que vão às manifestações e estão marchando estão lutando por uma causa, que é a igualdade. Não é uma coisa necessariamente política. Quando eu fui aos protestos de Londres, era isso que estávamos fazendo lá. E, quando uso essa camiseta, é isso que estou apoiando”, declarou.

O britânico e outros 13 pilotos se ajoelharam contra o racismo antes do Grande Prêmio da Áustria. Na ocasião, Hamilton usou uma camisa com os dizeres Black Lives Matter (Vidas Negras Importam, em inglês).

Colin Kaepernick

Hamilton revelou que uma das inspirações em sua luta contra o racismo foi Colin Kaepernick. O quarterback começou a se ajoelhar contra o racismo e a brutalidade policial em 2016. Por causa do gesto, realizado durante a execução do hino nacional antes dos jogos, ele recebeu uma espécie de banimento não-oficial da liga.

O piloto afirmou que, na época, pensou em fazer uma homenagem ao jogador em seu capacete. Porém, foi aconselhado a não seguir em frente com o plano para evitar problemas com a imigração norte americana.

“Acho que foi muito poderoso o que o Kaepernick fez. E depois ele perdeu o emprego e não conseguiu voltar à NFL, e era um grande atleta”, lembrou Hamilton. “Eu inclusive falei com ele um pouco antes do GP dos Estados Unidos, há alguns anos. Eu tinha um capacete com o topo em vermelho e o número dele. Mas, na época, meio que me silenciaram. Pediram que eu recuasse e não o apoiasse, e eu diria que eu me arrependo. Então é importante para mim me certificar que, agora, eu fiz minha parte, e acho que tenho de tentar continuar a fazer isso”.

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