Atletismo Paralímpico: Rayane Soares dá 1ª medalha ao Brasil

Estreante nesse tipo de competição, ela conquistou a medalha de ouro nos 400 metros da classe T13 com o melhor tempo de sua vida

atualizado

metropoles.com

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Bryn Lennon/Getty Images
IPC World Para Athletics Championships 2019 Dubai – Day One
1 de 1 IPC World Para Athletics Championships 2019 Dubai – Day One - Foto: Bryn Lennon/Getty Images

A maranhense Rayane Soares, de 22 anos, foi a responsável por levar o Brasil pela primeira vez ao pódio no Mundial de Atletismo Paralímpico, em Dubai. Estreante nesse tipo de competição, ela conquistou a medalha de ouro nos 400 metros da classe T13 com o melhor tempo de sua vida: 57s30. A primeira colocação garantiu a ela uma vaga nos Jogos de Tóquio-2020. A portuguesa Carolina Duarte, favorita da prova, terminou com a prata (57s46) e a ucraniana Leilia Adzhametova (57s55) ficou com o bronze.

“Estou muito feliz. O que mais quero fazer agora é ir para o celular e falar para as minhas irmãs que consegui e ganhei. Avisar minha mãe que estava preocupada porque eu estava com a perna machucada”, comemorou. A marca alcançada surpreendeu Rayane. “Não estava esperando nada na verdade. Queria conseguir o índice ou ganhar medalha”.

Natural de Caxias, no interior do Maranhão, Rayane hoje vive com a família em Brasília. Ela nasceu com baixa visão por causa de um problema congênito. Seus três irmãos também têm a mesma deficiência. As outras três irmãs, não.

Ravena, Rayssa e Raynara são as irmãs. Wallace, Wanderson e Wesley, os irmãos. Vivem todos em Samambaia, cidade satélite do Distrito Federal e estavam acompanhando a prova. Por causa da baixa visão, Rayane só percebeu que ganhou a prova depois que cruzou a linha de chagada e ouviu os outros atletas brasileiros vibrando na arquibancada. “Na hora da prova não vi se tinha sido eu ou a menina que estava do meu lado. Mas aí ouvi a galera e comemorei junto.”

Rayane ainda competirá em duas provas no Mundial, os 100m e os 200m. A primeira também será disputada em Tóquio-2020, a outra, não. Para a maranhense, faturar os 400m foi um alívio e de certa maneira inusitado porque não é a prova em que ela é mais forte. “É a que fico mais nervosa porque não e minha especialidade. Fiquei muito feliz que deu tudo certo.”

A sua especialidade é a prova dos 100m. No Parapan de Lima, que aconteceu no final do mês de agosto, início de setembro, Rayane faturou a prata. Agora a expectativa é conquistar o segundo ouro em Dubai. “Vamos tentar”. As eliminatórias começam no domingo pela manhã em Dubai, madrugada no Brasil.

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