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Após ouros no Sul-Americano, Agatha Amaral projeta sonho olímpico para 2028.

Após dois ouros e uma prata no Sul-Americano, Agatha mira índice para 2028 e relembra Olimpíadas do Rio de Janeiro

01/10/2026 02:00
Satiro Sodré/ MTC
Após ouros no Sul-Americano, Agatha Amaral projeta sonho olímpico para 2028

Há dez anos, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, Agatha Amaral estava do lado de fora da piscina olímpica, olhando encantada para atletas que pareciam viver em outro mundo. Hoje, aos 18 anos, ela já divide a Seleção com alguns daqueles nomes e mira o próximo passo: disputar os Jogos de 2028 e chegar à final.

“Meu plano principal, meu sonho, é chegar às Olimpíadas de 2028 e, se Deus quiser, ser competitiva e chegar a uma final. Acredito que a medalha ainda esteja um pouco distante para 2028, mas a final é possível”, disse em entrevista ao Metrópoles.

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Reprodução/Instagram/Agatha Amaral
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O primeiro sinal de que esse plano pode começar a sair do papel apareceu no Troféu Brasil deste ano. Agatha venceu os 400m medley e conquistou o título absoluto na competição nacional.

O tempo também foi quatro segundos mais rápido que o antigo recorde pessoal e colocou a nadadora entre as melhores brasileiras da história da prova.

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“Eu pretendo fazer mais um ciclo depois de 2028, para 2032. Nesse, sim, eu quero mais. Se Deus quiser, eu vou conseguir chegar à medalha”, afirmou.

Confira a entrevista:

Troféu Brasil

O 400m medley acabou virando uma espécie de termômetro para Agatha. Foi a prova em que ela mais baixou o próprio tempo e justamente a que mais a fez olhar para o ciclo olímpico com outros olhos.

“Uma que me marcou muito foi o 400 medley do Troféu Brasil, porque foi um dos melhores tempos. Quer dizer, foi o melhor tempo da minha vida. Me deixou um pouco mais confiante para as Olimpíadas de 2028, porque agora eu estou cada vez mais próxima do índice”, explicou.

Um sonho de criança

Antes de pensar em índice, final ou medalha, Agatha só queria chegar perto daqueles atletas. Em 2016, ela acompanhou os Jogos do Rio de Janeiro ainda como fã e viu de perto nomes que conhecia da televisão.

A lembrança mais viva daquele período tem nome e sobrenome. Manu Lyrio era uma das nadadoras que ela acompanhava e acabou se tornando parte de uma memória que guarda até hoje: a touca que conseguiu durante os Jogos.

“Eu vi a Manu e ganhei aquela touca. Eu tenho, até hoje, a memória da felicidade que foi ter pegado aquela touca. Lembro que, quando pedi, ela jogou muito forte e uma pessoa atrás de mim pegou. Eu quase chorei. Já estava quase chorando, e aí a moça me entregou. Eu falei: ‘Meu Deus!’”, relembrou.

Aquela menina que quase chorou por causa de uma touca cresceu, entrou na Seleção e passou a encontrar os mesmos atletas em outro contexto. Manu continuou sendo uma referência, mas agora como parte de uma história que Agatha também quer construir.

“Eu fiquei muito feliz. Acho que isso me deu mais vontade de chegar no meu sonho. A Manu teve uma vida incrível, e é meu sonho chegar onde ela chegou. Talvez melhor, se Deus quiser”, afirmou.

Aos poucos, a distância que existia entre a fã e os ídolos também diminuiu. Alguns dos atletas em que admirava em 2016 hoje treinam e competem ao lado dela na Seleção Brasileira.

O convívio mostrou também que chegar ao alto nível não significa seguir uma linha definida. Agatha passou a observar diferentes formas de treinar, competir e organizar a rotina dentro da própria Seleção.

Katinka Hosszú

Entre todas as referências que Agatha teve na infância, uma nadadora ocupou um espaço especial. Katinka Hosszú foi uma das maiores estrelas da natação nos Jogos de 2016.

A húngara ganhou três ouros e uma prata no Rio, com títulos nos 400m medley, 200m medley e 100m costas. Na prova dos 400m medley, ainda venceu com recorde mundial de 4min26s36.

Hosszú também construiu uma carreira de destaque nos Mundiais e terminou a trajetória olímpica com quatro medalhas. Para a jovem nadadora, porém, antes de todos esses números havia a menina que assistia às provas e tentava imaginar como seria chegar àquele nível.

“A minha ídola da natação desde pequenininha é a Katinka Hosszú, uma húngara que, na Olimpíada de 2016, ganhava todas as provas que eu nado hoje em dia. Então, ela é minha ídola para sempre, sempre vai ser”, afirmou.

Ouro e prata no Sul-Americano

No Sul-Americano de Natação, em Santa Fé, na Argentina, Agatha Amaral conquistou uma medalha de ouro e uma de prata. Os resultados vieram poucas semanas depois da mudança para os Estados Unidos, onde passou a viver e treinar longe da família pela primeira vez.

Mais do que as medalhas, a competição marcou um momento de alívio para a nadadora. Ela encerrou a passagem pelo Brasil com o antigo treinador e começou uma nova etapa da carreira já com resultados importantes no currículo.

Após ouros no Sul-Americano, Agatha Amaral projeta sonho olímpico para 2028