Ações contra “pipocas” marcam edição 2017 da Corrida de São Silvestre
Para conter a entrada de pessoas que não estão entre as 30 mil inscritas, corrida de rua muda trajeto e aumenta fiscalização
atualizado
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A organização da tradicional Corrida de São Silvestre, realizada no último dia de cada ano, em São Paulo, fará um controle rígido nos arredores da Avenida Paulista para evitar a presença dos “pipocas”, amadores que não pagam a inscrição para a prova, mas participam do evento de alguma forma. No ano passado, 15 mil pessoas nessas condições fizeram o percurso ao lado dos 30 mil corredores oficialmente inscritos. A informação é do jornal O Estado de São Paulo.
Com o tumulto em 2016, entre outros problemas, acabou faltando água para atletas e desportistas que pagaram inscrição. Nesta edição, a 93ª do evento, a organização se precaveu, e aumentou de 542 mil para 720 mil unidades do produto indispensável à hidratação dos participantes. “É o equivalente a 24 copos por inscrito”, explicou Marcelo Braga, assessor de imprensa do evento.
Para conter os “pipocas”, a São Silvestre mudou o local da largada, avançando 150m na Avenida Paulista. Desta forma, os organizadores pretendem monitorar melhor a entrada do túnel José Roberto Fanganiello Melhem, principal ponto de invasão dos intrusos. Além disso, o controle dos acessos ao percurso de 15km será reforçado, e a entrada só será liberada aos inscritos.Entre 5h e 10h, só pessoas credenciadas e com a numeração no peito vão poder entrar pela Rua Frei Caneca (elite), pela Alameda Ministro Rocha Azevedo (setores azul e amarelo), pelas Ruas Peixoto Gomide e Plínio Figueiredo (setor vermelho) e pela Alameda Casa Branca (setor cinza). O acesso de torcedores na largada e na chegada também será restrito.
“A questão sempre existiu, mas costuma girar entre 3% e 4% em cada prova, e era observado pela organização. Mas no ano passado, o número de “pipocas” chegou a 50%. O que a gente quer é que continue tendo água para quem está correndo”, continuou Braga, lembrando que a inscrição para a prova custou R$ 170 na edição 2017.
Hegemonia
Segundo o jornal, na disputa masculina, os brasileiros tentam quebrar a hegemonia de vitória dos africanos que vêm desde 2011. No feminino, as atletas do Quênia e Etiópia (imagem em destaque) ganharam todas as edições desde 2007. Para quem vem de fora, a São Silvestre empolga.
“As pessoas daqui têm sido muito legais comigo. Quero terminar o ano com vitória”, avisou o queniano Paul Lonyangata, campeão da Maratona de Paris no início do ano e que buscará sua primeira vitória na São Silvestre. No feminino, os destaques são a etíope Ymer Wude, sua compatriota Birhane Dibaba e a queniana Leah Jerotich.
Para a realização da São Silvestre 2017, a Avenida Paulista foi interditada às 21h do sábado (30/12) e seguirá fechada até às 14h de domingo (31). A largada para as mulheres está marcada para às 8h40 deste domingo. Para os homens, a disputa começa às 9h.
