Acidente de Indy Muñoz foi na mesma curva da morte de Welles Lins
O piloto paraibano também morava em Brasília e fazia a temporada de estreia na Goiás Superbike, em agosto de 2019
atualizado
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Pouco mais de sete meses separam dois acidentes trágicos no Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna que resultaram na morte de dois pilotos de Brasília. No último domingo (15/03), Indy Muñoz perdeu o controle da motocicleta na curva zero. Em 11 de agosto de 2019, Welles Lins de Carvalho Balbino colidiu no mesmo trecho.
A curva zero é considerada uma das mais rápidas do autódromo de Goiânia e fica na entrada da reta principal. De acordo com reportagem do portal UOL, a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer de Goiás (Seel) afirmou existir um projeto em andamento para a implantação de caixas de brita em pontos específicos do circuito, sobretudo nesse trecho. A previsão de instalação é ainda em 2020.
A causa do acidente da experiente Indy Muñoz, que era instrutora de pilotagem, ainda é investigada e o laudo da de Welles Lins não foi divulgado. Ambos disputavam uma etapa do Goiás Superbike.
Antes dos acidentes dos pilotos de Brasília, o último registro de morte no autódromo goiano ocorreu em 2015, também na Goiás Superbike. A vítima foi João Carlos Sobreira.
Autódromo de Goiânia
Reinaugurado em 2014, o Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna é um dos preferidos entre pilotos e considerado um dos mais seguros do país. Moderno, o espaço conta com boa estrutura e chama atenção pelo traçado rápido, com curvas de alta e baixa velocidade.
O presidente da Federação de Motociclismo do Estado de Goiás (FMG), Kurt Feichtenberger, lamentou as mortes recentes, mas ressaltou a segurança do autódromo. “Não existem problemas no circuito, os acidentes, principalmente os fatais, foram pontuais a cada situação, falhas mecânicas nos equipamentos principalmente”, afirmou, em entrevista ao UOL.










