Unabomber: conheça a história de Ted Kaczynski, condenado à prisão perpétua
O matemático Ted Kaczynski ficou conhecido como Unabomber após espalhar explosivos pelos Estados Unidos e matar três pessoas

O filme Unabomber, da Netflix, retoma a caçada do Departamento Federal de Investigação (FBI) a Ted Kaczynski, estudante prodígio que se tornou terrorista ao espalhar bombas pelos Estados Unidos e matar três pessoas em diferentes ataques. O longa retrata a juventude do condenado, na Universidade de Harvard, e a vida isolada na cabana em Montana.
O primeiro atentado chamou a atenção das autoridades norte-americanas em 1978, quando o Unabomber detonou um explosivo na Universidade de Illinois, Chicago. Um pedestre encontrou o pacote em um estacionamento e o entregou ao remetente, o professor da Universidade Northwestern Buckley Crist Jr. O segurança que abriu o pacote acabou ferido.
Nos 17 anos seguintes, Kaczynski enviou pelo correio ou entregou pessoalmente uma série de explosivos, que mataram três pessoas e feriram quase duas dezenas. Antes de ser preso, ele chegou a ameaçar explodir aviões em pleno voo.
Um ano após o primeiro atentado, o FBI liderou uma força-tarefa para localizar o criminoso. A investigação enfrentou dificuldades para identificar o responsável. Kaczynski utilizava materiais de ferro-velho na fabricação dos explosivos e tomava medidas para não deixar pistas. Embora os investigadores acreditassem que o autor provavelmente fosse homem, também foram investigadas várias mulheres.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles EntretenimentoEnquanto as buscas avançavam, o Unabomber continuava a enviar bombas. Em 1979, o voo 444 da American Airlines, que seguia de Chicago para Washington, ficou cheio de fumaça depois que um explosivo detonou no compartimento de bagagem. Apesar do ocorrido, a aeronave conseguiu pousar em segurança.
O primeiro ataque fatal ocorreu em 1985, quando Kaczynski deixou um explosivo no estacionamento de uma loja de computadores em Sacramento, matando o proprietário do estabelecimento.
Nove anos depois, um executivo de publicidade foi morto por uma bomba enviada pelo correio para a própria casa, em Nova Jersey. O último atentado fatal ocorreu em abril de 1995, quando o presidente da Associação Florestal da Califórnia morreu após receber uma encomenda explosiva no escritório, em Sacramento.

No mesmo ano, o quebra-cabeça sobre a identidade do Unabomber começou a ser solucionado pelo FBI. O próprio criminoso enviou à polícia um ensaio de 35 mil palavras no qual explicava as motivações e apresentava críticas à sociedade moderna.
Os agentes concordaram em publicar o texto no The Washington Post, na esperança de que leitores ajudassem a identificar o autor. Milhares de pessoas enviaram sugestões de possíveis suspeitos às autoridades.
Uma delas se destacou: David Kaczynski descreveu o irmão Ted, que havia crescido em Chicago, lecionado na Universidade da Califórnia em Berkeley, onde duas das bombas haviam sido colocadas, e vivido por algum tempo em Salt Lake City.
Depois, ele se isolou em uma cabana que os irmãos haviam construído perto de Lincoln, em Montana. As informações foram cruzadas com dados obtidos a partir dos ataques e da trajetória de Kaczynski, fornecendo a base para um mandado de busca.
Em abril de 1996, os investigadores prenderam Kaczynski e vasculharam a cabana. No local, encontraram componentes para explosivos, além de uma bomba pronta para ser enviada pelo correio.
Em 1998, Kaczynski se declarou culpado e foi condenado à prisão perpétua. Ele cumpriu a sentença em uma prisão de segurança máxima no Colorado, onde permaneceu até morrer, aos 81 anos, em 2023, 25 anos após a condenação.













