Vídeo: Daniel Adjuto desabafa: “Também sou gay, e daí?”
Daniel Adjuto entrevistou um gari agredido no metrô de Brasília e afirmou que a opção sexual não deveria ser determinante
atualizado
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O jornalista Daniel Adjuto desabafou no SBT Brasília, desta sexta-feira (30/8), após entrevistar um gari agredido por uma mulher dentro de um vagão do metrô do Distrito Federal, na tarde dessa quinta-feira (29/8).
Em conversa com o homem agredido, Adjuto criticou a postura da mulher e afirmou que profissão não deveria ser motivo de discriminação, assim como a orientação sexual.
“Com todo respeito, não precisava ficar atrás dessa imagem escura, não. Não vou nem falar seu nome. Não precisa ter vergonha, não. Pelo contrário. Não tem nada que justifique. Quem deve estar com vergonha é ela [a agressora]. A gente precisa muito do seu trabalho”, disse Adjuto.
O jornalista ainda comenta sobre a orientação sexual da vítima: “Nem por você ser gay. Isso também não é condição para você ser alvo de criminoso. Também sou, e daí? Não é porque você é gari que isso te faz menor.”
“Estou aqui apresentando um jornal e também sou [gay]. Vai me xingar também, vai me bater?”, questiona o jornalista.
Veja o vídeo:
Também sou GAY é dai? Desabafa Adjuto sobre preconceito sofrido por gari em Brasília “Ser gay não é condição para ser alvo de criminoso” #SBTBrasilia @DanAdjuto pic.twitter.com/drJ2othSHb
— Brenno (@brenno__moura) August 30, 2024
Entenda o caso
Uma mulher foi flagrada agredindo um gari dentro de um vagão do metrô do Distrito Federal. Um vídeo obtido pelo Metrópoles mostra a mulher em pé e o gari sentado, ao lado de uma colega de trabalho. Eles discutem e, em seguida, ela dá um chute e um soco no rosto no funcionário.
Assista:
O bate-boca continua. Os garis se levantam, e a colega do jovem agredido fica entre os dois passageiros para evitar novos ataques da mulher. Enquanto a discussão segue, passageiros sacam os celulares para gravar a cena. Cerca de dois minutos depois, a agressora desce do vagão.
A confusão se deu em um trem que seguia sentido Ceilândia. A agressora adentrou o vagão na estação Guará e desceu em Arniqueiras.
Ao Metrópoles, o gari alega que a mulher começou a confusão ao brigar por espaço em um assento. “Estávamos sentados, e essa senhora entrou dizendo: ‘Saiam do banco para eu sentar’. Minha amiga levantou, mas ela se recusou a sentar do nosso lado. Mesmo assim, pegamos nossas coisas e sentamos no chão”, explica o homem, que solicita não ser identificado.
“Quando eu levantei, ela começou a falar que eu chamei ela de ‘vagabunda’. Só que todos no vagão viram que em momento algum eu fiz isso. Mesmo assim, ela me deu um chute e um tapa na cara.”
Para o trabalhador, houve preconceito por parte da mulher. “Deu para perceber que é preconceito por parte dela, porque nós dois [o gari e a amiga] somos varredores de rua. Tanto é que ela não quis se sentar ao meu lado quando minha amiga levantou e deixou o assento livre”, aponta. “Não é porque a gente é gari que a gente é sujo.”
A 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul) deve investigar o caso.
