Renato Góes fala sobre viver personagem em Pantanal: “Foi um presente”

O ator conta também sobre a experiência de conhecer o Pantanal com mais profundidade para interpretar o personagem designado

atualizado 16/02/2022 19:35

Globo/Reprodução

Com as gravações do remake de Pantanal em andamento e estreia prevista para 28 de março, o elenco demonstra ansiedade para que o folhetim estreie na Globo. Renato Góes, responsável por interpretar Zé Leôncio na juventude, falou sobre o convite e a expectativa pela novela.

“Fiquei muito empolgado e passei um tempo na apreensão de dar certo. Tinha uma questão de agenda de trabalho, junto com mudanças de datas devido à pandemia. Mas foi um presente realmente porque eu gosto muito do personagem herói quando ele tem traços anti-herói. Quando ele consegue não ser mocinho, nem vilão, mas transcender isso tudo. Esse é o tipo do personagem que me motiva, me empolga, que me dá prazer mesmo”, contou em entrevista para Globo.

 

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O ator revelou que a primeira visita ao Pantanal foi por conta da novela. Ele queria conhecer o local e viver o personagem, acostumado com diferentes biomas.

“O Pantanal tem suas peculiaridades, principalmente as nomenclaturas das coisas, a guaiaca, o alforde, a bainha, tudo que você usa que é legal você tratar com respeito e falar os nomes certos, para ter essa identificação. As pessoas locais que estiverem vendo vão saber que fizemos o dever de casa”, explicou.

Veja a entrevista completa:

E a rotina de gravação, como foi?
Para mim não foi tranquila porque eu gravava todos os dias, gravei bastante coisa mesmo. O meu corpo cansava, mas acordava zerado, novo, porque foi muito bom de fazer. Sabe quando você malha pela manhã e está mais disposto para o dia? Eu me sentia assim. Um dia era sempre melhor que o outro. Nos momentos de folga eu só descansei. Lá a gente tem o privilégio de fazer diversas locações. Levamos boi de uma fazenda para outra. Então estávamos realmente vivendo as coisas. Domingo eu tirava para de fato me reconectar com o que eu queria. No dia a dia eu vivia o personagem, e no domingo eu voltava para entender o que eu queria para a semana, dentro do quarto, quieto.

Você tinha cerca de quatro anos quando Pantanal foi exibida pela primeira vez. Tem lembranças dessa época? Pantanal marcou sua vida de alguma forma? Talvez com alguém da sua família que era fã, ou algo assim?
Sim, não da primeira, mas de quando reprisou. Essa reprise eu lembro bastante. A primeira eu lembro de ouvir a música, lembro dos comentários das pessoas. Tenho bastante lembrança desde quando tinha dois anos, então quando exibiu a reprise eu lembro bastante. Sobre Zé Leôncio, o nome eu lembrava, mas não lembrava do personagem em si. Na época, eu lembro de ficar muito marcado com o Velho do Rio, com Juma, Jove e o Tadeu. Foram os personagens que mais me marcaram. Mas o Zé Leôncio lembro principalmente do Paulo Gorgulho, eu não entendia bem essa coisa de primeira e segunda fase.

Quem é esse Zé Leôncio jovem? Como você acha que ele se difere do Zé Leôncio da segunda fase?
É um cara muito reto, muito honesto, mas que tem uma justiça muito peculiar. Tem um senso de justiça dentro das coisas que ele acredita. É um homem real, com falhas, mas ele tem uma honestidade e retidão que é muito admirável. Você tem outras coisas da fantasia, da fábula, do herói, mas o que mais me atrai no Zé Leôncio são os defeitos dele, de não fugir deles, de encará-los. Entender como traços que dizem quem é esse cara.

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