Reality de casamentos é alvo de denúncias de estupro durante gravações
Participantes do Married at First Sight UK apontam episódios de violência sexual durante as gravações do reality
atualizado
Compartilhar notícia

Duas participantes de um reality de relacionamento do Reino Unido afirmam ter sido vítimas de estupro e abuso sexual durante as gravações do programa Married at First Sight UK, exibido pelo Channel 4. As denúncias foram reveladas em uma investigação da BBC e provocaram forte repercussão no país, com retirada de episódios do ar.
Segundo a reportagem, duas mulheres afirmam ter sido estupradas pelos maridos durante o reality, enquanto uma terceira relata ter sofrido um ato sexual não consensual. As participantes também afirmam não ter recebido proteção adequada da produção ao longo do programa.
Em um dos relatos, uma das mulheres afirma ter sido estuprada e ameaçada com ácido pelo homem com quem foi casada no formato do reality. Ela agora pretende mover uma ação judicial contra a CPL, produtora responsável pela versão britânica da atração.
Outra participante afirma ter comunicado tanto ao Channel 4 quanto à produtora CPL sobre o suposto estupro antes mesmo da exibição da temporada. Ainda assim, segundo a BBC, os episódios dela seguiram disponíveis normalmente na programação e no streaming da emissora.
O jornal ainda conversou com uma terceira mulher, que acusa o homem com quem foi casada no formato de má conduta sexual.
O Married at First Sight UK é um reality em que participantes aceitam se casar com desconhecidos e passam a conviver como casal diante das câmeras, acompanhando a evolução da relação ao longo das semanas. O formato é semelhante ao do Casamento às Cegas, produzido no Brasil pela Netflix.
Governo britânico reage
O governo do Reino Unido classificou as acusações como “graves” e afirmou que casos de criminalidade ou irregularidades devem ser investigados com responsabilidade. O ministro da Segurança, Dan Jarvis, disse considerar “altamente provável” que haja uma investigação policial.
O órgão regulador Ofcom afirmou que emissoras têm obrigação de proteger o bem-estar de participantes em situações de risco e acompanhará o caso. O Departamento de Cultura, Mídia e Esporte (DCMS) reforçou que todas as denúncias devem ser apuradas com cooperação das partes envolvidas.
Em resposta, o Channel 4 afirmou que as alegações são contestadas pelos acusados e informou ter iniciado uma revisão externa sobre os protocolos de segurança do programa. A emissora retirou todos os episódios do reality de suas plataformas e redes sociais.
Já a produtora CPL, responsável pela versão britânica do formato, afirmou que seu sistema de proteção é “referência no setor” e que seguiu todos os protocolos adequados.





