Ambientada na Síria e no Líbano, a história de Órfãos da Terra, próxima novela das 18h da Rede Globo, acompanha a trajetória de uma família obrigada a abandonar sua terra natal por consequência de uma guerra civil. Todos, então, desembarcam no Brasil, em São Paulo, e a partir daí alguns acordos envolvendo casamentos são colocados em risco.

Com estreia marcada para 2 de abril, a novela – escrita por Duca Rachid e Thelma Guedes, com direção de Gustavo Fernandez – vai mostrar ainda diversas culturas, crenças, sonhos e sotaques em uma só nação: o Brasil.

O casal Laila Faiek (Julia Dalavia) e Jamil Zarif (Renato Góes) desembarca no país para tentar viver o amor iniciado no Oriente Médio. Ela, uma refugiada; ele, empregado do poderoso sheik Aziz Abdallah (Herson Capri), que tomou Laila à força como uma de suas esposas. Surpreendidos pela paixão e fugindo de uma nação em guerra, os dois unem forças para tornar esse amor possível. Então, o destino os leva para um país que tem por tradição o acolhimento e o convívio pacífico com as diferenças.

A fração de segundo que muda um destino
Na Síria, em um dia de alegria e celebração para a família Faiek – formada por Laila, o pai, Elias (Marco Ricca), a mãe, Missade (Ana Cecília Costa), e o irmão, Kháled (Rodrigo Vidal) –, o destino deles muda repentinamente. Um bombardeio os atinge, transformando uma vida estruturada e bem-sucedida em pesadelo.

Com a casa em ruínas e a fictícia cidade de Fardús em guerra, a jovem estudante e sua família são forçadas a deixar o país em direção ao Líbano para fugir do conflito e ter a chance de tratar Kháled, gravemente ferido no bombardeio.

De posse do pouco que lhes restou em dinheiro e pertences, os Faiek vão parar em um campo de refugiados em Beirute, capital libanesa, onde Laila cruza olhares com Jamil, que está no campo acompanhando o patrão, o sheik Aziz Abdallah. Os dois estão em busca de mão de obra para empresas.

Assim como o rapaz, o poderoso homem também se interessa pela jovem. Acostumado a comprar tudo que deseja, oferece ao pai dela um contrato de casamento que pode salvar a família Faiek da penúria. Elias recusa a proposta, mas o estado de Kháled se agrava, e Laila se oferece em sacrifício em troca do tratamento do irmão. Contudo, logo após a cerimônia de casamento, ela descobre que o rapaz não resistiu à cirurgia.

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Laila Faiek (Júlia Dalavia) é a mocinha da trama

 

Para compor a personagem, Júlia fez pesquisa de campo. “Conversei com a Thulin, que veio para o Brasil há três anos e está cursando astronomia na UFRJ. Ela já nasceu com a cabeça aberta. Por isso, fugiu da Síria para viver melhor sua vida”, afirmou.

Uma fuga com sérias consequências
Laila, então, deixa a mansão do sheik na noite de núpcias, antes que o casamento seja consumado, reencontra a família e, com os parentes, traça um plano de fuga para São Paulo, no Brasil, onde os Faiek têm parentes. Desconhecendo que a esposa fugitiva do patrão é justamente a mulher por quem se apaixonou no campo de refugiados, Jamil é surpreendido pela missão. Ele precisa embarcar em um navio com destino ao Brasil e levar de volta a Beirute a nova esposa de Aziz.

Porém, antes do embarque, Jamil descobre que essa mulher é Laila. A paixão intensa e inesperada do casal é maior do que o compromisso entre o sheik e o rapaz: este deve casar-se com a ardilosa Dalila (Alice Wegmann), a filha preferida de Aziz.

“A Dalila é uma mulher danada e muito maquiavélica. É uma pessoa muito diferente de mim, porque é fria, calculista e manipuladora. Enfim, uma vilã de mão cheia, além de ser mau-caráter”, antecipa Alice Wegmann.

Como pano de fundo dessa história de amor, o universo de pessoas de diversos lugares do mundo, refugiados de guerras, de conflitos políticos ou deslocados por razões econômicas e acidentes naturais. A novela vai mostrar que essa gente vem ao Brasil para recomeçar a vida e enfrentando muitas adversidades. Porém, trazendo um patrimônio cultural que nos enriquece e nos constitui. Uma só ancestralidade vivendo sobre a mesma terra.

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Dalila, a personagem de Alice Wegmann