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Globo vira alvo do MPF após denúncia de tortura no BBB 26

MPF pede inquérito contra a Globo por tortura no Quarto Branco do BBB

atualizado

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Quarto Branco do BBB 26
1 de 1 Quarto Branco do BBB 26 - Foto: Reprodução/Globo

O Ministério Público Federal (MPF) determinou a instauração de um inquérito civil para investigar possíveis práticas de tortura, tratamento desumano ou degradante e riscos à saúde no BBB 26, exibido pela Globo.

O procedimento foi aberto após representações que apontam riscos à integridade física e psicológica de participantes do reality show. Entre os episódios citados pelo órgão estão:

  • As duas crises convulsivas enfrentadas pelo participante Henri Castelli dentro das instalações do programa;
  • O “exílio” de Breno, no lado externo da casa dos participantes; e
  • A dinâmica do Quarto Branco, que colocou nove participantes isolados em um mesmo quarto com apenas água e biscoitos por seis dias.
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Henri Castelii teve uma segunda crise ao imediatamente voltar ao programa após alta médica
Quarto Branco do BBB 26 vira alvo de investigação do MPF
Quarto Branco do BBB 26 vira alvo de investigação do MPF
Quarto Branco do BBB 26 vira alvo de investigação do MPF
Henri Castelli assustou os colegas de prova após passar mal
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Henri Castelli assustou os colegas de prova após passar mal

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Henri Castelii teve uma segunda crise ao imediatamente voltar ao programa após alta médica
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Henri Castelii teve uma segunda crise ao imediatamente voltar ao programa após alta médica

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Quarto Branco do BBB 26 vira alvo de investigação do MPF
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Quarto Branco do BBB 26 vira alvo de investigação do MPF

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Quarto Branco do BBB 26 vira alvo de investigação do MPF

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Segundo a denúncia encaminhada ao MPF, as condições impostas pela produção do programa poderiam expor os participantes a riscos desnecessários à saúde.

O documento menciona ainda situações ocorridas em edições anteriores e casos recentes da atual temporada, como o de um participante que teria permanecido isolado em uma área externa da casa.

Um dos pontos centrais da investigação é a dinâmica conhecida como Quarto Branco, realizada na primeira semana do programa, entre 12 e 16 de janeiro. Na prova, nove candidatos a uma vaga no reality foram mantidos em um ambiente totalmente branco e sob condições de isolamento.

O Metrópoles entrou em contato com a Rede Globo, que, até o momento da publicação, ainda não se pronunciou sobre o episódio. O espaço segue em aberto.

Metodologia similar à tortura

A dinâmica também motivou manifestação da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), que enviou uma carta ao MPF criticando o formato do desafio. No documento, o órgão afirma que a metodologia utilizada no quadro teria semelhanças com práticas de tortura registradas durante a ditadura civil-militar brasileira.

De acordo com a comissão, uma participante teria desmaiado após permanecer mais de 100 horas em reclusão. O relato aponta ainda que ela teria sido obrigada a permanecer de pé sobre um pedestal de diâmetro reduzido, técnica que, segundo a entidade, lembra métodos utilizados por regimes ditatoriais latino-americanos para provocar sofrimento físico e psicológico.

Ao fundamentar a abertura do inquérito, o procurador destacou que a liberdade de produção das emissoras de televisão não pode servir como justificativa para violações de direitos fundamentais.

O MPF também ressaltou que a proibição da tortura e de tratamentos degradantes é um princípio constitucional absoluto e que a transformação do sofrimento em espetáculo pode contrariar os objetivos fundamentais da República.

Em manifestação prévia anexada ao processo, a TV Globo afirmou que oferece acompanhamento médico permanente aos participantes, com suporte de UTI móvel e protocolos de encaminhamento hospitalar quando necessário. Sobre o caso de Henri Castelli, a emissora declarou que o participante recebeu atendimento e foi levado a unidades de saúde externas em duas ocasiões.

Como primeira diligência do inquérito, o Ministério Público solicitou que a Globo apresente informações detalhadas sobre os questionamentos levantados pela Comissão de Mortos e Desaparecidos.

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