Morre aos 58 anos o ator Guilherme Karan

O artista passou cerca de dois anos internado por conta de uma doença degenerativa

atualizado

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1 de 1 GuilhermeKaram-TVGlobo - Foto: TV Globo/Divulgação

O ator Guilherme Karan morreu nesta quinta-feira (7/7), após passar cerca de dois anos internado para tratar a síndrome de Machado-Joseph, uma doença degenerativa. As informações são do jornal Extra.

Afastado da TV desde 2005, quando atuou em “América”, Guilherme enfrentava uma dura batalha contra a doença. Hereditária, a síndrome afetou sua mãe e irmão, que também morreram em decorrência dela.

De acordo com especialistas, os sintomas iniciais são falta de coordenação dos movimentos, dificuldade em caminhar e desequilíbrio do eixo corporal.

Aos poucos, a deglutição e a fala ficam comprometidas e o paciente tem uma piora considerável em um espaço curto de tempo. No caso de Karan, nos últimos meses de vida ele só se comunicava com os olhos.

Reprodução
Zeca Bordoada, um dos personagens que popularizaram Karan em “TV Pirata”


Na trilha do humor

Filho de Alfredo Karan, almirante e ministro da Marinha no governo João Figueiredo, Guilherme Karam tomou um rumo completamente diverso do trilhado pelo pai. Atrelou seu nome à arte e especialmente ao humor, terreno onde criou personagens marcantes.

Estreou na televisão em “Partido Alto” (1984), na Globo. Na sequência, fez novelas dramáticas na Manchete, a exemplo de “Dona Beija” (1986) e “Carmem” (1988), mas foi com os muitos personagens cômicos que interpretou no humorístico “TV Pirata” que ganhou popularidade.

O programa ficou no ar entre 1988 e 1990, na Globo. Quando voltou às novelas, não deu outra: Karan foi escalado para um papel em que explorava sua veia humorística, o do mordomo Porfírio, apaixonado pela “Divina Magda”, papel de Vera Zimmermann.

A essa altura, seu rosto já era conhecido também do público infantil, por ter interpretado o vilão em “Super Xuxa contra Baixo Astral”, lançado nos cinemas em 1988. Foi tanto o sucesso que ele voltou a contracenar com a apresentadora (no papel de vilão) nas duas sequências de “Xuxa e os Duendes”, lançadas em 2001 e 2002, respectivamente. Em sua página no Facebook, a produção do “Xou da Xuxa” prestou homenagem ao ator.

Outra característica dos trabalhos de Guilherme Karam nas novelas eram os tipos populares. Como o Jurandir, de “Pecado Capital”(1998), o Raposão, de “O Clone” (2001), e Geraldito, de “América”, trabalho que marcaria sua despedida da televisão.

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