Instinto Materno: crime por trás de doc da Netflix impressiona por violência
Instinto Materno narra a história de Taylor Parker, mulher que simulou uma gravidez e depois assassinou uma amiga grávida

Um novo documentário tem chamado a atenção dos assinantes da Netflix e rapidamente se tornou um dos títulos mais assistidos da plataforma. Trata-se de Instinto Materno, produção que revisita um dos crimes mais chocantes dos últimos anos nos Estados Unidos.
O documentário narra a história real de Taylor Parker, mulher que simulou uma gravidez por meses e, posteriormente, assassinou uma amiga grávida com o objetivo de roubar o bebê que ela carregava.
A brutalidade do caso tem provocado forte repercussão nas redes sociais. Muitos espectadores afirmaram ter ficado abalados após assistir à produção.
“Horrorizada com o documentário Instinto Materno”, escreveu uma internauta. “Terminei de ver o documentário Instinto Materno e estou em completo choque com o nível de crueldade que existe no mundo”, comentou outra. “Acabei de assistir a Instinto Materno na Netflix e estou perturbada”, relatou uma terceira pessoa.
Sobre o crime
Em 2020, Taylor Parker, então com 27 anos, fingiu uma gravidez antes de atacar e assassinar a própria amiga grávida, Reagan Simmons-Hancock, retirando o bebê do útero dela. Tanto a mãe quanto a criança morreram em decorrência do ataque.
Antes do crime, Parker convenceu o namorado, Wade Griffin, de que estava esperando um filho. Paralelamente, aproximou-se de Reagan e construiu uma relação de amizade com a vítima.
Em 9 de outubro de 2020, no Texas, ela foi abordada por policiais e afirmou que tinha acabado de dar à luz. Ela alegou que o bebê não estava respirando e foi encaminhada a um hospital.
As inconsistências na versão apresentada por Parker levaram os investigadores a descobrir o crime, e ela foi presa no mesmo dia.
Julgamento
Durante o julgamento, a defesa de Taylor Parker não contestou sua participação no crime. A estratégia dos advogados foi concentrada em evitar que a acusada fosse condenada à pena de morte.
Para isso, a equipe jurídica apresentou o depoimento de um neurologista que, segundo o jornal The Guardian, afirmou que “havia algo muito errado com o cérebro dela”.
O especialista descreveu Parker como portadora da chamada “síndrome do lobo frontal”, condição associada a uma série de alterações cognitivas, comportamentais, emocionais e motivacionais que podem comprometer o julgamento e o controle dos impulsos.
A promotoria, por sua vez, sustentou que o crime foi cuidadosamente planejado. Segundo os investigadores, Taylor Parker passou meses arquitetando o plano.
Em outubro de 2022, ela foi considerada culpada por homicídio qualificado. Um mês depois, recebeu a sentença de morte.
Atualmente, Parker está detida no corredor da morte da Unidade Patrick L. O’Daniel, penitenciária localizada em Gatesville, no estado do Texas. Hoje com 33 anos, ela integra o grupo de mulheres condenadas à morte no estado, embora ainda não tenha uma data definida para a execução da pena.

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