Glória Perez revela bastidores e perrengue de O Clone: “Fiquei arrasada”

A atriz deu detalhes sobre a gravação da novela, que está sendo reprisada no Vale a Pena Ver de Novo, da Globo

atualizado 07/10/2021 15:08

Renato Rocha Miranda/TV Globo

Com a novela O Clone sendo reprisada no Vale A Pena Ver de Novo, Glória Perez revelou curiosidades dos bastidores da novela, e os perrengues que passou enquanto escrevia a obra que fez sucesso em 2001.

Ao podcast Novela das 9, Glória contou que a novela não deveria ter sido ambientada no Marrocos: a história de Jade e Lucas, na verdade, deveria ter sido transmitida no Egito.

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Quem provocou a mudança de país foi a atriz Eliane Giardini, devido a uma entrevista dela sobre a personagem Nazira. “Primeiro nós íamos fazer no Egito. Eu passei 20 e tantos dias lá (…) Eis que a Eliane Giardini me dá uma entrevista dizendo que espera que a novela também sirva para falar das mulheres, da libertação. Bom, fomos proibidos de gravar no Cairo”, disse.

“Por isso nós fomos para o Marrocos, e foi uma experiência muito interessante”, disse Gloria.

A atriz ainda contou que está se divertindo ao reassistir a novela: “Não tenho que me preocupar com Ibope, com a aceitação dos personagens e boa parte da novela eu esqueci”.

Mais perrengues

Glória Perez também revelou que teve problemas com o apoio muçulmano da obra, o Sheik Jihad, que era consultor da novela nas questões muçulmanas e na cultura árabe da obra.

“Eu cheguei na produção, e o Sheik Jihad estava chorando. Ele olhou pra mim e disse: ‘Você quer nos destruir!’. Eu fiquei arrasada com aquilo e falei: ‘Sheik, eu estou fazendo tudo com todo o cuidado, carinho, dedicação'”, disse.

“Aí ele me mostra uma cena onde o Tio Ali (Stênio Garcia) dizia pra Jade: ‘O Livro Sagrado diz…’ e ele balançava o livro. Acontece que o livro que o Sheik tinha nos dado era em árabe. E o Alcorão em árabe é Deus encadernado, você não pode sacudi-lo. Você pode sacudir o Alcorão em qualquer tradução, mas em árabe não pode. É Deus encadernado. E aí imediatamente foi substituído aquele Alcorão e posto outro, e o Sheik entendeu que não houve ofensa nenhuma, que foi uma coisa de absoluta ignorância disso”, relembrou a autora.

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