Depois de muita espera e uma expectativa alta, Game of Thrones voltou para a oitava e última temporada neste domingo (14/4). O primeiro episódio do último ano da saga baseada nos livros de George R.R. Martin deu a largada para o fim da trama: todos os personagens principais estão reunidos em Winterfell – com exceção de Cersei, que segue encastelada em Porto Real.

O primeiro episódio, na verdade, centrou-se em duas personagens: Cersei e Jon Snow. Ambos têm o mesmo desafio. Devem optar entre fazer a coisa certa ou agir baseado em emoções, seja o amor, a raiva ou a vingança.

Jon Snow, no ápice do episódio (se podemos concluir que houve um), descobre ser o verdadeiro herdeiro do trono. O filho de Rhaegar Tragaryen com Lyanna Stark viraria, então, o rival imediato de Daenerys. Porém, o antigo Rei do Norte sabe que a briga por títulos e coroas de nada servem. O objetivo da humanidade é sobreviver ao Caminhantes Brancos.

Assim, Jon tenta passar como um trator sobre as tradições. Porém, o caminho não será fácil. Precisa convencer Sansa, Arya e todo o Norte da importância de união. Mas, após voar em um dragão e se descobrir Targaryen, ele continuará com essa visão quase militar de poder?

A Rainha sem reino
Cersei segue pouco se importando com a guerra contra os zumbis. Deseja que todos se matem e pretende governar o que sobrar. O isolamento da Rainha, porém, a coloca em uma posição complicada. Movida pelo desejo de vingança, quer matar os irmãos e ignora a importância deles na guerra do Norte.

Game of Thrones começa seu caminho para o fim da forma como iniciou sua trajetória de sucesso. Menos baseada em disputas fantasiosas de dragões e zumbis e focada nas relações de poder formada pelo maior dos monstros: os humanos.

Avaliação: bom