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Televisão

Crítica: Lucifer, da Netflix, atinge expectativa sem perder identidade

Série cancelada pela Fox e salva pelo streaming mantém acertos anteriores e corrige problemas estruturais

Rafaela Benez19/05/2019 05:30, atualizado 17/05/2019 15:10
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John P. Fleenor/Netflix/Divulgação
Lúcifer

Os fãs de Lucifer ganharam a tão pedida quarta temporada da série depois do cancelamento feito pela Fox. A série, resgatada pela Netflix, teve mudanças bem-vindas no rumo da história ignorando completamente o ultimo – e desastroso – episódio feito pela emissora norte-americana.

Lucifer (Tom Ellis), entediado e infeliz como o Senhor do Inferno, renuncia ao seu trono e abandona seu reino pela insanidade deslumbrante e brilhante de Los Angeles. O Diabo vira consultor da polícia de LA e ajuda a punir criminosos com seus palpites certeiros.

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O Diabo vira consultor da polícia de LA e ajuda a punir criminosos  com seus palpites certeiros
A série foi cancelada pela Fox, mas depois de um forte movimento online a Netflix garantiu a quarta temporada para os fãs
A empresa de streaming não fez alterações na identidade da série ou no personagens, mas entregou uma versão com efeitos e maquiagens melhores
O enredo dessa última temporada confirma que a produção tinha muito a ser explorado e deixa ganchos para uma quinta temporada
Até então, quinta - que estreia no dia 21 de agosto - seria a última aventura do Senhor do Inferno
A primeira parte do quinto ano de Lucifer ganhou um trailer nesta segunda-feira (13/7)
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A primeira parte do quinto ano de Lucifer ganhou um trailer nesta segunda-feira (13/7)

r/Netflix/Divulgação
O Diabo vira consultor da polícia de LA e ajuda a punir criminosos  com seus palpites certeiros
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O Diabo vira consultor da polícia de LA e ajuda a punir criminosos com seus palpites certeiros

John P. Fleenor/Netflix/Duvulgação
A série foi cancelada pela Fox, mas depois de um forte movimento online a Netflix garantiu a quarta temporada para os fãs
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A série foi cancelada pela Fox, mas depois de um forte movimento online a Netflix garantiu a quarta temporada para os fãs

John P. Fleenor/Netflix/Duvulgação
A empresa de streaming não fez alterações na identidade da série ou no personagens, mas entregou uma versão com efeitos e maquiagens melhores
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A empresa de streaming não fez alterações na identidade da série ou no personagens, mas entregou uma versão com efeitos e maquiagens melhores

John P. Fleenor/Netflix/Duvulgação
O enredo dessa última temporada confirma que a produção tinha muito a ser explorado e deixa ganchos para uma quinta temporada
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O enredo dessa última temporada confirma que a produção tinha muito a ser explorado e deixa ganchos para uma quinta temporada

John P. Fleenor/Netflix/Duvulgação
Até então, quinta - que estreia no dia 21 de agosto - seria a última aventura do Senhor do Inferno
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Até então, quinta - que estreia no dia 21 de agosto - seria a última aventura do Senhor do Inferno

John P. Fleenor/Netflix/Duvulgação
A demônio Mazikeen – fiel escudeira de Lúcifer – teve um destaque positivo na série
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A demônio Mazikeen – fiel escudeira de Lúcifer – teve um destaque positivo na série

John P. Fleenor/Netflix/Duvulgação
Amenadiel – irmão do diabo, logo, um anjo – continuou o crescimento que teve em outras temporadas
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Amenadiel – irmão do diabo, logo, um anjo – continuou o crescimento que teve em outras temporadas

John P. Fleenor/Netflix/Duvulgação

A reformulação aconteceu de forma positiva, deixando a narrativa enxuta e com menos capítulos. Dessa maneira, a série não parece se arrastar até o clímax, ou carregada pelo carisma de Lucifer Morningstar – como ocorreu nas duas primeiras temporadas e alguns episódios pouco importantes da terceira.

Outra boa notícia para os fãs é o crescimento dos personagens. Amenadiel (D. B. Woodside), irmão de Lucifer e anjo, nas suas primeiras aparições se mostrava contra a interação com “seres menores”.

Isso tornou seu objetivo de vida a volta para o céu e levar seu irmão de volta ao inferno. Na quarta temporada, o anjo toma a atitude benevolente esperada de um ser celestial e “mais evoluído”. Amenadiel também pincela uma reflexão sobre o racismo quando vê um de seus novos amigos humanos ser injustiçado por policiais brancos, abordando também o excesso de força utilizado pelas autoridades.

Mazikeen (Lesley-Ann Brandt), ou Maze para os mais próximos, é outro destaque da temporada, levando o público a reflexões sobre família, relacionamentos e dependência emocional. O crescimento da fiel escudeira de Lucifer, somado ao do próprio Diabo, conseguiria levar a trama nas costas – caso a história esfriasse como na primeira temporada –, mas a Netflix soube balancear a trama, os novos personagens e os antigos.

A empresa também acertou ao “amarrar” todos os pontos da temporada e criar novos ganchos. Dessa forma, se houver uma quinta temporada, a história terá uma transição fluida, sem deixar o público incomodado com uma mudança muito brusca entre uma trama e outra.

Avaliação: Bom

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