Crítica: A Caminho da Lua é filme ideal para o atual momento de crise
O longa de animação, que lembra muito as grandes produções da Disney, estreia na plataforma de streaming Netflix no próximo dia 23
atualizado
Compartilhar notícia

A plataforma de streaming Netflix investiu pesado no filme A Caminho da Lua, animação que estreia no próximo dia 23 de outubro. Bem no estilo de grandes produções da Disney/Pixar, o longa musical aborda temas de relevância social com a típica lição de moral final, para isso, inclui discussões sobre laços familiares, tradições, empoderamento feminino e o poder da imaginação.
Apaixonada pela ciência, Fei Fei constrói uma nave espacial e parte para a Lua determinada a comprovar a existência de uma deusa lendária. Chegando lá, ela acaba assumindo uma missão e descobre uma região habitada por criaturas fantásticas.
Dirigido por Glen Keane (A Pequena Sereia e A Bela e a Fera) e produzido por Gennie Rim e Peilin Chou, A Caminho da Lua é uma divertida aventura musical que revela o poder da imaginação e mostra a importância de seguir em frente diante do inesperado.
A animação é uma opção ideal para o momento de crise que o mundo passa por conta da pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Não há quem, atualmente, não esteja precisando de leveza e de novas chances de sonhar. O filme é infantil, mas atende a espectadores de todas as idades.
Cantada por Priscilla Alcântara, a faixa Vou Voar embala a vontade de Fei Fei em chegar até a Lua para provar uma tradição que ela acredita por toda sua vida. Assim como na produção visual do longa, que conta com muita cor e brilho, a Netflix também não poupou na trilha sonora, que também remete às produções musicais da Disney.
Mesmo que o filme venha com intuito de trazer muita diversão e reflexão, principalmente ao público infantil, A Caminho da Lua serve para conhecer um pouco mais sobre a cultura e tradições chinesas. Através dos olhos de Fei Fei, o telespectador conhece a deusa lendária Chang’e, que mora na Lua. A história, porém, é uma tradição conhecida no país.
A produtora Peilin Chou comentou que, na China, a deusa “é maior que o Papai Noel”: “Cresci acreditando na lenda de Chang’e e a celebrando todos os anos no feriado, no gramado com a minha família. Olhava para a Lua e a buscava. Todo ano eu estava certa de que conseguia vê-la”.
Avaliação: Ótimo













