Reprodução/ Livro Césio 137 – 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia
1 de 1 Pessoas verificando se estão contaminadas com Césio-137 - Metrópoles
- Foto: Reprodução/ Livro Césio 137 – 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia
Quase quatro décadas após o acidente com o Césio-137, em Goiânia, uma dúvida ainda é comum: a cidade segue contaminada? O físico Walter Mendes, que inspirou o personagem vivido por Johnny Massaro em Emergência Radioativa, da Netflix, é categórico ao responder: não.
“Há sempre o questionamento: existe contaminação em Goiânia? Não existe mais contaminação em Goiânia, posso afirmar”, disse em depoimento ao livro Césio-137: A História do Acidente Radioativo em Goiânia, lançado em 2024, pela secretaria de saúde do estado.
Segundo ele, as áreas atingidas passaram por um processo completo de descontaminação. “Essas áreas que foram contaminadas são chamadas de áreas remediadas. As pessoas voltaram a habitar em suas residências normalmente, pois não há mais contaminação.”
Como mostrado na série, os resíduos retirados durante a operação foram levados para Abadia de Goiás, sob controle rigoroso. “Os rejeitos foram armazenadas em um depósito definitivo, onde existe um controle institucional exercido pela própria Comissão Nacional de Energia Nuclear.”
O físico também destaca o acompanhamento contínuo das vítimas do acidente, que seguem recebendo assistência especializada, e reforça a importância de valorizar os profissionais envolvidos nesse atendimento. “Os radioacidentados são acompanhados por um trabalho digno e merecedor de elogios por todos no Centro de Assistência aos Radio Acidentados”.
Veja fotos reais de um dos maiores acidentes radiológicos do mundo:
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Manchete do Jornal do Brasil sobre a tragédia
Reprodução
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Demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez
Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica
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Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137
Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica
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Leide das Neves, que inspirou a história de Celeste, personagem de Emergência Radioativa. Ela morreu cerca de 1 mês após contato com o Césio-137
Reprodução/TV Anhanguera
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Menina de 6 anos foi uma das quatro pessoas que morreram por causa da contaminação com o material radioativo, há quase 40 anos, em Goiânia
Reprodução/TV Anhanguera
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Cápsula de onde saiu o Césio-137 que causou desastre em Goiânia
Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)
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Assim como mostrado na série, recipiente com Césio-137 ficou dias em uma cadeira na Vigilância Sanitária
Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)
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Manejo do recipiente com Césio-137 na Vigilância Sanitária
Reprodução/ Livro Césio 137 - 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia
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Maria Gabriela, tia de Leide e esposa de Devair Alves Ferreira, dono do ferro velho onde a cápsula de Césio foi aberta
Arquivo/Polícia Federal
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Milhares de pessoas precisaram medir seus níveis de radioatividade
Reprodução/ Livro Césio 137 - 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia
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Velório das vítimas
Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)
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Radiolesão provocada pelo Césio-137 em Goiânia
Reprodução/ Livro Césio 137 - 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia
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Vítima do acidente se despede de parentes enquan - to é levada para tratamento no Rio de Janeiro (RJ) e Maria Gabriela
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Equipe médica do HGG que cuidou das vítimas do Césio-137
Reprodução/ Livro Césio 137 - 37 anos: A história do acidente radioativo em Goiânia
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Local onde rejeitos do Césio foram depositados
Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)
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Leide das Neves Ferreira tornou-se a vítima símbolo da tragédia. Ela tinha apenas 6 anos de idade
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Israel Batista trabalhava no ferro velho de Devair e manuseou, no local, a cápsula de Césio
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Maria Gabriela, tia de Leide das Neves, também morreu. Ela e a sobrinha foram enterradas no mesmo dia, em Goiânia
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Vítimas que morreram foram enterradas em túmulos especiais, com concreto reforçado
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Segundo lote concretado, no Setor Aeroporto, em Goiânia, onde ficava o ferro velho do Devair, que comprou as peças do aparelho que continha Césio
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Técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) fazem monitoramento periódico no local
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Atualmente o terreno pertence ao estado e é monitorado para que não haja qualquer intervenção no local
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Terreno isolado por concreto especial, no centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos atingidos pelo Césio-137
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Lote na Rua 57, no Centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos homens que coletou o aparelho abandonando contendo a cápsula de Césio em 13 de setembro de 1987