Atriz de De Volta aos 15 se lança como diretora de novelas verticais
Amanda Azevedo está lançando o segundo projeto no formato ver Em exclusiva ao Metrópoles, ela avaliou o futuro das novelas verticais no Bras
atualizado
Compartilhar notícia

A atriz Amanda Azevedo, conhecida principalmente pela série De Volta aos 15, vem ganhando destaque com um novo formato de audiovisual: as novelas verticais. Na quinta-feira (9/4), ela lançou seu segundo projeto do gênero; desta vez, assinando como diretora, além de atriz.
“Nos vemos no King’s Day – Histórias de amizade e pertencimento” tem seis episódios, que serão publicados às terças e quintas-feiras até o dia 28 de abril, quando será celebrado King’s Day – o maior feriado nacional dos Países Baixos, comemorado em 27 de abril para celebrar o aniversário do Rei William-Alexander.
Ao Metrópoles, Amanda explicou que um dos motivos de ter escolhido o formato de novela vertical para lançar a série foi a experiência que tem com projetos como esse. Ela começou no gênero em 2020 e, no ano passado, chegou a conquistar o prêmio Rio Web Fest na categoria Melhor Microssérie com Histórias de Quase Amor Pra Quem Tem Pressa. Ela recebeu um convite para divulgar o festival, que é conhecido como um “carnaval holandês”.
“[O projeto] veio com um objetivo muito claro, que era comunicar esse evento e gerar desejo por ele.
Amanda contou que o insight que ela teve para construir a história foi um fenômeno que acontece com os brasileiros: a “fomo (fear of missing out)”. A minissérie foca em um grupo de 6 amigos que se preparam para ir ao festival.
“Quando os nossos amigos estão se programando para ir em um evento, a gente também quer saber e conhecer. A gente usa, então, o King’s Day como um motor para esse grupo que está consumido pela vida adulta e que precisa, às vezes, de um evento para se reconectar”, explicou.
Veja imagens de bastidores da produção:
Um dos desafios de Amanda, como roteirista e diretora da novela, foi transformar um feriado holandês em algo que aterrissasse em um território brasileiro. Para isso, ela decidiu brincar com a linguagem, inserindo termos da monarquia em um contexto jovial. “A gente trouxe o termo ‘kinga’ (uma piada com a palavra king, que significa rei em inglês). A cada episódio, a gente conhece uma personagem melhor. A cada episódio, um deles é coroado a kinga do dia, tipo o rei ou a rainha”, explicou.
Azevedo avalia que uniu suas experiências no teatro, nas séries e no cinema para construir a novela vertical. Segundo ela, apesar de o formato exigir uma linguagem muito rápida, direta e intencional, não significa que ela seja superficial. Para a atriz, o corpo teatral, principalmente o cômico, ajuda a definir as intenções. A experiência no audiovisual deu a ela a espontaneidade no set e a habilidade de gravar diversas cenas em um mesmo dia.
Novelas verticais
Amanda Azevedo avalia que o formato é muito potente para dialogar com o público, por proporcionar maior aprofundamento, intimidade e proximidade entre o espectador e o conteúdo.
“O vertical fecha um pouco o ponto de vista do público. [A tela] não é uma coisa grande. Então, você vai coordenando o olhar e o ritmo do espectador”, disse.
A atriz ressaltou que acredita que o formato também abre espaço para artistas que querem contar histórias, assim como ela. “Antes de tudo, eu sou atriz, mas depois fui me tornando roteirista e diretora criativa justamente porque tinha histórias para contar. Acho que esse formato é muito democrático, por não depender de grandes players. É um contato muito direto com o público”, pontuou.
Ao Metrópoles, Amanda revelou que já entendeu a dinâmica do público das novelas verticais. “Nos vemos no King’s Day – Histórias de amizade e pertencimento”, inclusive, é recheada de “easter eggs”.
“Como os episódios são curtos, com roteiros mais enxutos, tudo é muito intencional. Então, a gente traz muitas referências. É aquele vídeo que você vai assistir mais de uma vez e, aí, vai perceber outras coisas. Vai captar uma referência em um nome, em uma música, em uma expressão, em um olhar”, afirmou.
Amanda não acredita que as novelas verticais venham para substituir as séries ou o cinema. Para ela, o formato vem para somar. “Acho que é um espaço para cada artista trazer o seu olhar e suas histórias, sem depender de uma grande emissora para patrocinar o projeto”, ponderou.
As minisséries nas redes sociais podem, inclusive, ser a porta de entrada para o público se envolver com a trama de uma série ou filme que ainda será lançado. Ou, vice-versa, podem funcionar como uma “continuação”, com foco em um personagem específico de alguma produção audiovisual, avaliou a diretora.
“Nos vemos no King’s Day – Histórias de amizade e pertencimento”
A minissérie acompanha o ponto de vista de um grupo de amigos que conhece uma menina nova. Ela, a única que conhece o King’s Day, apresenta o evento aos colegas e vai se aproximando do grupo.
Amanda explicou que leva muito da própria história e do seu ponto de vista para todos os projetos. Inclusive, revelou que é “um pouco de todos” os seis personagens da novela. Cada um deles carrega, além de características próprias, um pouco da atriz.
Outro ponto fundamental da trama é que a diretora deixa espaço para o público imaginar junto.
“É aquele grupo de amigos que você olha e pensa: ‘será que eles têm algo a mais? Eles têm tanta química, precisam ficar juntos’. Mas a gente não responde isso, porque não é sobre resolver, é sobre imaginar”, disse.










