Após falas de Guilherme de Pádua, Glória Perez defende Pacto Brutal

A escritora ressaltou que a produção queria fugir do sensacionalismo e mostrar a verdade por trás do crime que matou a filha dela

atualizado 25/07/2022 19:54

A autora de novelas da Globo, Glória Perez, fala sobre série sobre morte de sua filha Daniela - Metrópoles Foto: HBO Max/Reprodução

Depois de Guilherme de Pádua reclamar que não foi ouvido no documentário Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez, Glória Perez se manifestou. A escritora afirmou que o assassino de sua filha e a esposa dele na época criaram teorias fantasiosas sobre o crime. 

“A proposta era fugir do sensacionalismo para retratar a verdade dos autos. Era o que eu queria: que as pessoas entendessem por que as muitas versões fantasiosas apresentadas pelos assassinos não se sustentaram diante do júri, e porque os dois foram condenados por homicídio duplamente qualificado”, explicou Glória ao jornal O Globo

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Ela lembrou ainda que o crime foi “tratado como uma extensão da novela”, por isso ela queria trazer apenas pontos baseados na ação judicial. “Se o foco vai para os autos do processo, não há espaço para ficção. A realidade se impõe.”

Parcialidade

No último domingo (24/7), Guilherme de Pádua, condenado pelo assassinato de Daniella Perez, afirmou que a série é “totalmente parcial” por não ter ouvido o lado dele. “Só do que eu me lembro de cabeça, consigo quebrar de forma tão devastadora algumas teses que estão sendo apresentadas. Talvez eu vá trazer algumas coisas”, observou.

Ele disse ainda que não quer que as pessoas acreditem nele, mas que pensem no que faz sentido. Guilherme, que agora é pastor da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG), confessou que estava relutante, mas viu o documentário. 

“É muito ruim se ver numa situação em que você é o algoz, o criminoso e a pior pessoa do mundo. Não estou me fazendo de vítima, mas é óbvio que não é nada agradável esse remoer de coisas ruins. Já passei noites e noites tentando pensar numa forma de consertar, mas não tem como consertar o passado.”

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