Anticoncepcionais de farinha: o caso real que inspira Três Graças

Três Graças adaptou o escândalo dos anticoncepcionais de farinha para a novela

atualizado

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Imagem colorida de Dira Paes, Sophie Charlotte e Alana Cabral na novela Três Graças
1 de 1 Imagem colorida de Dira Paes, Sophie Charlotte e Alana Cabral na novela Três Graças - Foto: Globo/ Estevam Avellar

A novela Três Graças retrata um esquema criminoso de falsificação de medicamentos, liderado pelos vilões Santiago Ferette (Murilo Benício) e Arminda (Grazi Massafera). Os dois são sócios de uma fundação que recebe verbas milionárias para adquirir remédios e entregar de forma gratuita em farmácias.

Os medicamentos, no entanto, são placebos feitos de farinha. “O noticiário fala de casos assim, de remédios falsificados, de apreensão, de ação policial contra fábricas clandestinas. É um assunto grave. Já houve casos no Brasil em que pessoas foram enganadas ao tomar medicamentos placebo, que não fazem efeito”, disse o autor de Três Graças, Aguinaldo Silva, em entrevista ao Gshow.

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Gerluce (Sophie Charlotte) e Joélly (Alana Cabral) no posto de saúde em Três Graças
Arminda (Grazi Massafera) e Gerluce (Sophie Charlotte) em Três Graças
Joélly em Três Graças
Gerluce (Sophie Charlotte) em Três Graças
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Gerluce (Sophie Charlotte) em Três Graças

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Gerluce (Sophie Charlotte) e Joélly (Alana Cabral) no posto de saúde em Três Graças
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Gerluce (Sophie Charlotte) e Joélly (Alana Cabral) no posto de saúde em Três Graças

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Arminda (Grazi Massafera) e Gerluce (Sophie Charlotte) em Três Graças
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Arminda (Grazi Massafera) e Gerluce (Sophie Charlotte) em Três Graças

Joélly em Três Graças
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Joélly em Três Graças

Reprodução/TV Globo

No folhetim, Lígia (Dira Paes) sofre com as consequências de tomar um remédio falsificado para hipertensão arterial pulmonar (HAP), doença rara que pode causar graves problemas de saúde e levar até a morte.

A história se assemelha com um caso bastante conhecido no Brasil. Em 1998, a empresa alemã Schering, comprada pela Bayer em 2006, fabricou cerca de 600 mil comprimidos do anticoncepcional Microvlar para testar novas máquinas de embalagem.

Ao invés de hormônios, os comprimidos continham farinha. Os materiais deveriam ser destruídos, mas foram extraviados e vendidos em farmácias. O erro provocou uma onda de gestações não planejadas no Brasil.

“Lembro do caso de mulheres que engravidaram por causa de pílulas anticoncepcionais feitas de farinha, isso em 1998, e ficaram anos buscando reparação. Nessa novela, a fábrica chama-se ‘casa de farinha’, porque os ‘medicamentos’ são feitos dessa matéria-prima”, explicou Aguinaldo.

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