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A história real de Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente

A série Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente se passa em meio a epidemia de HIV dos anos 80

atualizado

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1 de 1 máscaras3 - Foto: Divulgação/HBO Max

A série da HBO Max Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente, que chegou ao fim nesse domingo (28/9), retrata uma das épocas mais sombrias do Brasil e do mundo: a epidemia de HIV dos anos 1980.

A trama acompanha um grupo de comissários de bordo que, diante da negligência do governo frente à crise, passa a contrabandear o AZT, único medicamento disponível na época para conter o avanço do vírus.

O elenco é composto por Ícaro Silva (Verdades Secretas 2), Bruna Linzmeyer (Meu Pedacinho de Chão), Eli Ferreira (Órfãos da Terra), Kika Sena (Paloma), Igor Fernandez (Cara e Coragem), Hermila Guedes (Irmandade) e Andréia Horta (Elis).

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Cena da série Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente
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É inspirada em história real?

A série Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente é de ficção, mas inspirada em fatos reais, destacando a urgência, desespero e luta contra o HIV.

Segundo a BBC, comissários da Varig — a primeira companhia aérea do Brasil — criaram uma rede organizada para trazer ao Brasil remédios do exterior, principalmente dos Estados Unidos. Munidos de receitas médicas, eles compravam ou recebiam doações em farmácias de cidades como Nova York e Roma.

Contudo, diferente da série, os comissários e tripulantes não precisavam passar pela alfândega, e os comprimidos entravam livremente no Brasil — em tese, como não eram registrados ou comercializados no país, o sistema funcionava como uma espécie de “contrabando do bem”.

Segundo ex-funcionários, os servidores dos aeroportos tinham conhecimento da importação, mas, diante da gravidade da epidemia, deixavam o material passar pelas barreiras alfandegárias sem problemas.

Os medicamentos eram então entregues na sede da companhia, no Rio. “Havia até uma janelinha onde as pessoas pegavam as caixas. Era um sistema muito competente: em 48 horas o paciente conseguia o medicamento”, contou Mario Augusto dos Santos Filho, 78, ex-chefe dos comissários de voos internacionais da Varig, à BBC.

O serviço voluntário e gratuito durou do final dos anos 1980 até pelo menos 1996, quando o Congresso aprovou a lei que garante o acesso universal ao tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS).

Na série, a história é um pouco diferente. A empresa fictícia Fly Brasil e a alfândega dificultavam a chegada dos remédios, tornando a situação dos pacientes ainda mais dramática e destacando os obstáculos enfrentados na produção da narrativa televisiva.

Dividida em cinco episódios, a obra propõe uma reflexão sobre a força da resistência coletiva em meio à dor, celebrando a luta de uma geração contra o preconceito e o abandono.

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