Cena Contemporânea: cinco peças que valem a pena serem assistidas
Neste ano, boa parte das 22 peças confirmadas no evento debatem temas como racismo, ditadura militar e nudez
atualizado
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O Festival Cena Contemporânea começou nesta terça-feira (22/8) com salas lotadas e 22 espetáculos em diversos palcos do Distrito Federal. O evento acontecerá até o dia 3 de setembro. Neste ano, boa parte das peças debatem temas como racismo, ditadura militar e nudez.
Ao todo, cinco espetáculos internacionais, oito produzidos em diferentes estados brasileiros e oito encenações candangas estão na programação da 17ª Cena Contemporânea. Os ingressos, que custam entre R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira), são vendidos pelo site oficial do evento.O Metrópoles selecionou cinco peças que valem a pena serem assistidas.
Black Off
O preconceito racial está no cerne do espetáculo sul-africano, encenado pela atriz Ntando Cele. Na montagem, feita em tons ácidos, a primeira personagem, Bianca White, reproduz sucessivos clichês ligados ao preconceito racial.
O pensamento racista vai se revelando uma construção histórica que limita a visão do outro como parte da experiência social. O espetáculo leva a reflexões e afetos sobre nossa humanidade, com grande potência cênica.
Sábado (26/8), às 20h, no Teatro Sesc Paulo Gracindo (Gama, QI 1). Duração: 100 minutos. Classificação indicativa 16 anos
Barro Rojo

A peça produzida na Espanha, interpretada por Javier Liñera Peñas, tem como tema central a homofobia. O espetáculo faz uma viagem pela história do protagonista e de seu tio, que foi encarcerado num campo de concentração e depois numa prisão somente por ser gay. Voltando à Alemanha nazista e à Espanha de Franco, a intenção é refletir sobre o presente.
A inspiração da montagem está nas palavras do escritor Miguel Ángel Sosa: “O tempo e o esquecimento são as grandes vantagens do verdugo. E ele conta com isso. Por isso, é necessário que mantenhamos intacta a memória contra a barbárie”.
Sábado (26/8), às 20h, no Teatro Sesc Newton Rossi (Ceilândia, QNN 27). Duração: 70 minutos. Classificação indicativa 18 anos
Domingo (27/8), às 20h, no Teatro Sesc Paulo Autran (Taguatinga, CNB 12). Duração: 70 minutos. Classificação indicativa 18 anos
Duas Gotas de Lágrimas num Frasco de Perfume
A peça foi escrita e dirigida pelo brasiliense Sérgio Maggio. Nela, quatro mulheres compartilham a dor de não saber o destino de entes queridos, sequestrados, presos, torturados e mortos durante a ditadura militar brasileira.
Por meio de Rosa, Sofia, Tuca e Lola, o autor discute a relação de tempo, que passa a ser um grande algoz na vida dessas pessoas. Elas vão atravessando décadas à espera de qualquer notícia.
Segunda (28/8), às 21h, no Teatro Funarte Plínio Marcos (Eixo Monumental). Duração: 70 minutos. Classificação indicativa 12 anos
Terça (29/8), às 20h, no Teatro Sesc Paulo Gracindo (Gama, QI 1). Duração: 70 minutos. Classificação indicativa 12 anos
DNA de Dan
Talvez esse seja o trabalho mais polêmico do festival. O artista paranaense Maikon K, foi detido após fazer essa mesma performance no Museu Nacional Honestino Guimarães por estar nu. A encenação ocorre dentro de um ambiente inflável criado pelo artista Fernando Rosenbaum.
O público poderá entrar nesse espaço e lá permanecer. Num primeiro momento, o performer mantém-se imóvel enquanto uma substância seca sobre seu corpo. Após essa fase da experiência, ele se moverá.
No dia 2 de setembro, das 17h às 21h, no Museu Nacional (Esplanada dos Ministérios, ao lado da Rodoviária do Plano Piloto). Entrada franca. Duração: 240 minutos. Classificação indicativa 16 anos
Há mais Futuro que Passado

O espetáculo carioca é um verdadeiro teatro-documentário baseado em depoimentos reais sobre a alienação da população brasileira com relação a seus irmãos de continente. Nele, se faz o seguinte questionamento: Qual é o lugar da mulher latino-americana na história da arte?
Com o subtítulo “Um documentário de ficção”, a obra procura jogar luz sobre a vida e a obra de importantes artistas latino-americanas cujo legado não chegou ao grande público, a partir de uma pesquisa histórica. A peça critica o poder que as narrativas da “verdade” têm sobre nossa visão de mundo.
Na quarta (30/8) e quinta (31), às 21h, no Teatro da Caixa Cultural (Setor Bancário Sul). Duração: 75 minutos. Classificação indicativa 16 anos






























