“A Máquina que Matava Fascistas” reflete sobre liberdade e burocracia

Espetáculo da companhia E.T.C.A. – Equipe Teatral Confins-Artísticos estreia nesta terça (14/6), no Sesc Paulo Autran (Taguatinga), e segue em temporada até julho

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Diego Bresani/Divulgação
Peça de teatro A Máquina que Matava Fascistas
1 de 1 Peça de teatro A Máquina que Matava Fascistas - Foto: Diego Bresani/Divulgação

Idealizada em 2014 para lembrar os 50 anos do golpe militar de 1964, o espetáculo “A Máquina que Matava Fascistas” estreia nesta terça (14/6), com circulação por unidades do Sesc em Taguatinga, Ceilândia e Gama. Em julho, cumpre temporada no espaço da companhia E.T.C.A. (Equipe Teatral Confins-Artísticos), responsável pela peça.

Apesar da carga histórica contida no título, a montagem também lida com cultura pop e simples cenas do cotidiano. Como passar raiva com uma telefonista durante um atendimento ou sofrer na fila do banco.

“Não tem uma trama principal”, avisa Gustavo Reinecken, ator e diretor da peça. “A gente fez recortes de situações envolvendo instituições públicas e privadas. A violência que a gente enfrenta no dia a dia”, ele explica.

“A Máquina que Matava Fascistas” reflete sobre liberdade e burocracia - destaque galeria
3 imagens
Georgia Rafaela, Ricardo Cruccioli e Gustavo Reinecken (também diretor): elenco do espetáculo
Distopia e referências de quadrinhos, cinema e literatura foram utilizados para compor a cenografia
Cena do espetáculo "A Máquina que Matava Fascistas"
1 de 3

Cena do espetáculo "A Máquina que Matava Fascistas"

Diego Bresani/Divulgação
Georgia Rafaela, Ricardo Cruccioli e Gustavo Reinecken (também diretor): elenco do espetáculo
2 de 3

Georgia Rafaela, Ricardo Cruccioli e Gustavo Reinecken (também diretor): elenco do espetáculo

Diego Bresani/Divulgação
Distopia e referências de quadrinhos, cinema e literatura foram utilizados para compor a cenografia
3 de 3

Distopia e referências de quadrinhos, cinema e literatura foram utilizados para compor a cenografia

Diego Bresani/Divulgação

 

Referências pop e provocação política
Com inspiração em situações vividas pelos próprios atores da peça e por amigos e familiares, “A Máquina que Matava Fascistas” revela ambientação soturna. Discursos políticos feitos em palanque misturam-se a cenas que flagram três personagens ora como vítimas, ora como figuras autoritárias: Rita (Georgia Rafaela), Marco Aurélio (Ricardo Cruccioli) e Geraldo (Reinecken).

“Todo mundo é vilão e vítima. Todo mundo é fascista em algum momento. Basta ter poder. A ignorância está na humanidade desde sempre. São as oportunidades que transformam as pessoas”, conta Reinecken, de 35 anos.

Para construir essa sociedade distópica, as referências visuais vão dos campos de concentração do Holocausto às estéticas do filme “Blade Runner” (1982), da graphic novel “A Piada Mortal” (1988), história em quadrinhos de Alan Moore sobre as origens do Coringa, rival do Batman, e do livro clássico “1984”, de George Orwell.

A política está por toda parte no espetáculo, mas Reinecken alerta que não se trata de uma representação sobre os caóticos tempos atuais. “Não pensamos em falar sobre nada que está acontecendo hoje. Não assumimos nenhuma linha partidária”, diz. “Falamos sobre a instituição ‘políticos’ e a instituição ‘povo’ ao longo da história e de como esse maniqueísmo vem se repetindo”.

“A Máquina que Matava Fascistas”
A peça terá exibições em vários espaços do Distrito Federal. Informações: 3274-8160. Não recomendado para menores de 16 anos.

Terça (14/6) e quarta (15/6), às 17h e 20h, no Teatro Sesc Paulo Autran (Taguatinga). Entrada franca.

Quinta (16/6), às 17h e 20h, no Teatro Sesc Newton Rossi (Ceilândia). Entrada franca.

Terça (21/6), às 16h e 19h30, no Teatro Sesc Paulo Gracindo (Gama). Entrada franca.

De 1º a 10 de julho, às 21h, na Sala Chacovachi – E.T.C.A. (711 Norte, bloco C, loja 5). R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comEntretenimento

Você quer ficar por dentro das notícias de entretenimento mais importantes e receber notificações em tempo real?