Sete redes sociais para amantes de discos, filmes, livros e seriados

Selecionamos páginas específicas para quem adora organizar gostos por meio de textos, diários e listas

atualizado

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O mundo das redes sociais, acredite, é bem mais amplo que a sua timeline do Facebook ou do Twitter. Existem páginas para todo tipo de perfil – de grupos religiosos a gente à procura de um par.

Para quem adora ter controle sobre os discos que ouve, os filmes e seriados que vê e os livros que lê, há sites que ajudam os usuários a organizar esses gostos por meio de diários, listas e textos pessoais – além de interagir e saber o que os amigos estão lendo/ouvindo/vendo.

Abaixo, listamos dez opções de redes sociais para viciados em discos, filmes, livros e seriados:

Reprodução/Criticker

Criticker (Cinema)
Como funciona: basta dar nota para dez filmes para ver a “mágica” acontecer. O site se vale de um sistema de compatibilidade de gostos para aproximar usuários com preferências semelhantes. As resenhas são limitadas a 500 caracteres – portanto, nada de textão por aqui.

Prós: a possibilidade infinita de trocar ideias com outros usuários de todo canto do mundo. Os textos mais curtidos costumam aparecer com destaque na página de um determinado filme.

Contras: apesar de intuitivo, o visual pode desanimar os mais impacientes no primeiro contato com o site. Feito em colaboração com os usuários, o banco de dados depende muito da boa vontade dos cinéfilos para se manter atualizado – especialmente em relação a títulos brasileiros.

 

Reprodução/Goodreads

Goodreads (Livros)
Como funciona: uma das mais populares redes para leitores, a Goodreads fez tanto sucesso desde que foi fundada, em 2007, que a Amazon decidiu comprá-la e fundi-la com a Shelfari, criada pela gigante do mercado de compras online. A partir de preferências e amigos, o site ajuda você a escolher sua próxima leitura.

Prós: dezenas de milhões de usuários frequentam e movimentam o site todos os meses. A intensa participação se revela no volume do acervo, com outros milhões de títulos e edições. O layout enxuto permite uma navegação sem solavancos.

Contras: a quantidade de livros nacionais não é das piores, mas o que realmente incomoda é a frequência de recomendações repetidas. Como o banco de dados do site é gigantesco, déjà vus ocorrem com certa regularidade.

 

Reprodução/Letterboxd

Letterboxd (Cinema)
Como funciona: criada na Nova Zelândia, a mais viciante das redes sociais para cinéfilos leva o compartilhamento a sério. Tanto que basta manter um diário e adicionar uma meia dúzia de pessoas para ser recepcionado com recomendações, listas improváveis e resenhas dos filmes mais vistos no momento por amigos e seguidores.

Prós: quem resolve desbravar a rede à procura de listas geralmente topa com críticos de jornais, sites e blogs, textos adorados e odiados e cinéfilos de todas as vertentes – de frequentadores de festivais a obcecados por filmes de ação. O visual mui bem desenhado colabora para que os indecisos fiquem horas a fio em busca de novidades, raridades e maratonas das mais divertidas.

Contras: tem dias que o Letterboxd simplesmente para de funcionar, com bugs irritantes na hora de cadastrar notas e resenhas e quedas de servidor. Mas até nisso o site consegue cativar: a página de erro coloca os distúrbios de rede na conta dos Gremlins.

 

Reprodução/Mubi

Mubi (Cinema)
Como funciona: além de ter uma teia social voltada para avaliações e resenhas, a rede reúne um bom acervo com filmes de autor (clássicos e contemporâneos), produções independentes e curtas-metragens. Para acessar o streaming, é preciso aderir à assinatura mensal (US$ 4,99).

Próso blog colaborativo The Notebook, uma ótima fonte de ensaios sobre cinema, entrevistas e coberturas pouco óbvias de festivais.

Contras: o visual excessivamente rígido e de parcos recursos de personalização desestimula interações mais frequentes. Não à toa, perdeu espaço nos últimos anos para o Letterboxd.

 

Reprodução/Rate Your Music

Rate Your Music (Música/Cinema)
Como funciona: ouça um disco, avalie e escreva uma resenha. A mesma fórmula de qualquer rede social voltada para um conteúdo específico. O diferencial, aqui, é a complexidade do banco de dados: tags, gêneros, subgêneros e listas fornecem a experiência ideal para quem gosta de mergulhar em um determinado estilo musical.

Prós: o número colossal de subgêneros, editados e abastecidos pelos próprios usuários, torna a busca extremamente detalhada. É possível, por exemplo, aprofundar-se no drill, uma vertente do hip-hop criada em Chicago, por meio de uma cronologia de discos que se encaixam nesse estilo. E mais: dobre seu tempo no site navegando pelo extenso banco de filmes e adicionando obras ainda não cadastradas no sistema.

Contras: o site costuma sair do ar pelo menos uma vez por semana por algumas boas horas. O layout retrô, parecido com um fórum virtual do começo dos anos 2000, costuma atrapalhar e dificultar o contato com outros usuários.

 

Reprodução/Skoob

Skoob (Livros)
Como funciona: criada em 2009, a rede brasileira iniciou o boom de sites voltados para os amantes de literatura. Depois da mais recente atualização, ficou possível até cadastrar e avaliar revistas e quadrinhos.

Prós: o acervo é de respeito, reforçado pela possibilidade de inserir edições novas e antigas para qualquer livro. A nuvem de tags permite personalização constante de diários de leitura, títulos já lidos e relidos e organização do catálogo pessoal.

Contras: o excesso de recursos sociais deixa a home de usuário um tanto caótica, com timelines se misturando e informações repetidas e fúteis a respeito da atividade de amigos/seguidores.

 

Reprodução/TV Show Time

TVShow Time (Séries). Disponível para Android e no iTunes.
Como funciona: o aplicativo organiza um calendário de episódios de acordo com as séries que você está acompanhando no momento. Em vez de notas ou estrelinhas, a avaliação vem por meio de reações, como choro, riso ou raiva. E o melhor: todos os capítulos já vistos são convertidos em horas gastas em frente à telinha – alarme médico ou estímulo para uma nova maratona?

Prós: a fácil navegação e a interação nada forçada. Se você gosta de fazer amigos, há ferramentas suficientes para a troca de ideias, impressões e dicas. A timidez também é bem-vinda: organize seus seriados sem ser incomodado por seguidores indesejados.

Contras: prefira sempre o app em vez da versão em desktop. A home de usuário merecia uma personalização mais intuitiva.

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