Viúva de Erasmo Carlos faz despedida emocionante: “Como vou sorrir?”

Erasmo Carlos morreu, nessa terça-feira (22/11), aos 81 anos. A viúva, Fernanda Passos, fez post comovente nas redes sociais

atualizado 23/11/2022 11:40

Fernanda Passos e Erasmo Carlos se beijando em foto Divulgação

Erasmo Carlos morreu, nessa terça-feira (22/11), aos 81 anos. Pelas redes sociais, nesta quarta-feira (23/11), a viúva do cantor, Fernanda Passos, fez um texto emocionante para se despedir de seu companheiro. Os dois foram casados por cerca de três anos.

“Eu acordei e você não estava aqui, eu renovei a assinatura do jornal para você na semana passada… hoje ele chegou com você na capa! Amor, não era a capa que você merecia, você não podia dividir espaço com ninguém! Amor, o jornal da semana, do mês, do ano tem que falar de você… você tem vida e amor para falarem de você todos os dias”, escreveu Fernanda.

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“‘Vido’, tá doendo tanto! Você nunca reprimiu as minhas dores, sempre disse que eu podia chorar, sofrer… eu não entendia, achava que você não estava se importando, mas eu notei que você estava me permitindo crescer, você estava ali, garantindo a minha segurança, por perto para que eu rompesse a casca do ovo sozinha, mas preparado para intervir caso eu me machucasse. Neném, eu tô fazendo tudo sozinha, como a gente era, só você e eu! Você está cuidando daí e eu daqui”, escreveu Fernanda.

“Você sempre disse: trabalho com produção, as coisas são rápidas, diretas! Tô fazendo a produção direito, amor? Tô? Liguei para quem você queria? Confortei seus amigos? Seus filhos? Seus netos? Seus fãs? Eu sei que se eu falar chorando você não entende… eu não tô chorando mais, amor, eu não vou falar chorando para que todos possam ouvir, para que você me ouça. Você dizia que gostava da melancolia que eu trazia no olhar, mas que eu sorria com os olhos. Vido, como eu vou sorrir? A melancolia tomou conta, o sorriso se afogou na dor, nas lágrimas, no pesar. Pra finalizar, eu sou Fernanda Esteves, como você queria e fez!”, concluiu.

Trajetória de Erasmo Carlos

O cantor Erasmo Carlos, que morreu aos 81 anos, nesta terça-feira (22/11), nasceu em 1941, no Rio de Janeiro, e começou a sua carreira em 1958, ao participar da The Snakes, banda que ainda tinha Tim Maia como integrante.

Com o nome de batismo de Erasmo Esteves, o cantor adotou o sobrenome Carlos em homenagem a Roberto Carlos, de quem se tornou grande amigo, e Carlos Imperial, que agenciou sua carreira no início. Com o novo sobrenome, o cantor lançou o compacto O Terror dos Namorados, que alcançou grande sucesso.

O sucesso nacional veio com Jovem Guarda, programa lançado no Brasil no final dos anos 1960, onde ganhou o apelido “Tremendão”. Ao lado de Roberto Carlos e Wanderléa, o cantor conquistou uma legião de fãs e estourou com os hits Festa de Arromba e Minha Fama de Mau.

Após o fim do programa, e após ser inocentado de uma acusação de corrupção de menores, o cantor passou por uma fase difícil, mas conseguiu se recuperar graças a ajuda de Roberto Carlos e a esposa do amigo, Narinha. A partir desse momento, a carreira de Eramos decolou.

Ao todo, são mais de 682 músicas, 643 gravações registradas no Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), mais de 800 composições e 38 discos na carreira.

Dias antes de falecer, Erasmo foi reconhecido com um Grammy Latino pelo álbum O Futuro Pertence À… Jovem Guarda na categoria de Álbum de Rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa.

Filmes

Em 2019, Erasmo Carlos teve a sua história contada no filme Minha Fama de Mau, estrelado por Chay Suede. O longa retrata a história do cantor desde seus tempos de adolescente, na Barra de Tijuca (RJ), até o grande momento de sua carreira no Programa Jovem Guarda. A produção também traz os momentos mais difíceis de sua trajetória e como o artista se recuperou.

No ano seguinte, o artista assinou um contrato com a Netflix e participou do filme Modo Avião, que também contou com Larissa Manoela e André Luiz Frambach. Além disso, em sua filmografia, o cantor tem participações em Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa, Roberto Carlos a 300 Quilômetros por hora, Os Machões, O Cavalinho Azul e o Paraíso Perdido.

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