Tom Zé revela como “fracasso” o levou ao sucesso na música
Tom Zé, ícone da música popular brasileira, se apresenta no aniversário do Sesi Lab, em Brasília, nesta quinta-feira (30/11)
atualizado
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Icônico músico brasileiro, Tom Zé continua brilhando com seu jeito inovador e singular aos 87 anos. Com uma carreira de décadas, o cantor é aclamado por sua originalidade se apresenta, nesta quinta-feira (30/11), em Brasília, no primeiro aniversário do museu interativo Sesi Lab. Os ingressos já estão disponíveis on-line e na bilheteria física do local, e custam a partir de R$ 20.
Em entrevista ao Metrópoles, Tom Zé explicou o que mantém sua vitalidade para continuar na estrada: a paixão pelo ofício e pela vida. “Eu tenho mania de trabalhar. Vivo trabalhando, consultando o mundo, prescrutando as coisas que estão acontecendo, as coisas que as pessoas sofrem, as coisas que as pessoas se alegram, sempre foi assim”, explicou.
Tom iniciou sua jornada musical nos anos 1960 ao lado de nomes como Caetano Veloso e Gilberto Gil, fazendo parte do movimento Tropicalista, segundo ele um marco para que a música brasileira fosse reconhecida mundialmente.
“A música popular brasileira é uma coisa admirável e eu estou dizendo devido ao que me vem de informação do exterior. Em Londres, a London University, fundou um instituto de estudos de cultura brasileira, cujo objetivo principal é música, é o lugar onde eles vão estudar nosssa cultura brasileira e a música é o principal meio de informação. Então, eu, pessoalmente, posso me alegrar de ter surgido desse movimento e vindo dessa maneira”, explica.
Início de Tudo
Nascido em Irará (BA), Tom contou que “um grande fracasso” o fez compositor. “Uma namorada que eu tinha, com 9 e 10 anos, disse: ‘ah, você sabe tocar violão? Vem aqui que eu quero ver’. Eu não consegui abrir a boca e cantar nenhuma música. Não saia! E pensei: ‘Nunca mais faço música na minha vida”.
Após o ocorrido, Tom revela que passou a ver a música de outra maneira, além das canções de amores frustrados famosas nos anos 1920, o que o fez ser um artista reconhecido por sua postura crítica em relação à sociedade e à indústria da música.
Sesi Lab
A apresentação especial do Night Lab, além do show de Tom Zé, contará com uma performance de Ellen Oléria. Com muita música brasileira, debate com cientistas e oficinas interativas, o SESI Lab estará de portas abertas das 19h às 0h do dia 30 de novembro.
“Nós estamos numa semana de festas, uma semana de comemoração, porque o Sesi Lab comemora um ano, um ano com grandes resultados. Foram mais de 240 mil visitantes, tivemos a marca de mais de 40 mil estudantes que participaram do nosso programa de visitas educativas. Isso é muito importante porque são alunos de escolas públicas, privadas, da rede Sesi, que tiveram acesso a um equipamento cultural, um equipamento que conecta arte, ciência e tecnologia tão relevante para a nossa cidade e tão relevante para o nosso país”, explica Cláudia Ramalho, Gerente-executiva de Cultura do Sesi.










