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Se nos Estados Unidos o “queer rap” (rap feito por gays) faz sucesso há tempos, no Brasil, o primeiro representante de destaque do movimento só apareceu no ano passado. Natural de Taboão da Serra (SP), Rico Dasalam chegou com tudo. Depois de lançar o EP de estreia “Modo Diverso”, ele fez (e continua fazendo) shows por todo o país, além de uma turnê no exterior.

De julho para cá, o rapper se apresentou em São Paulo, Caracas (Festival Fuerte Tiuna), Brasília (Latinidades) e Nova York (Afropunk Fest). Nos próximos dias, embarca para os festivais Shambala, no País de Gales, e Number6, na Inglaterra.

E Dalasam não para. Ele espera, em breve, fazer um evento de queer rap em terras tupiniquins. “Sempre dou um jeito de tornar as minhas vontades em realidade. Quero juntar uma galera que está fazendo um som massa, inclusive da gringa”, avisa.

Além desse projeto, o músico gravará o clipe da música “Riquíssima” (provavelmente, na Inglaterra) e fará o show “Fervo do Dalasam”, em São Paulo. “O ‘Fervo’ acontece em outubro e, se tudo der certo, vira um DVD, além de circular pelo país”, planeja.

Na passagem por Brasília, quando se apresentou na festa Latinidades, Rico Dalasam cantou “Não Posso Esperar”, “Deixa” e Aceite-C”, entre outras músicas do EP “Modo Diverso”, lançado no início deste ano.

Antenado com a produção de rap do DF, Dalasam elogiou artistas locais. “Taty (BellaDona), Gog e Lívia Cruz, só para citar alguns, são incríveis. Ainda tem a Flora Matos, que é minha amigona de coração. Aqui tem muita gente boa”, comenta.

Queer, em inglês, equivale a bicha, em português. O termo por muito tempo foi considerado ofensivo pelos homossexuais, mas acabou sendo incorporado à linguagem gay.

Foto: Divulgação

 

 

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