O Tarot lança álbum A Ilha de Vidro e aposta em projeto ambicioso

O grupo deseja que as 15 faixas do EP superem as fronteiras do Distrito Federal

atualizado 29/05/2018 14:37

Filipe Cardoso/Especial para o Metrópoles

A banda Tarot lançou o mais novo disco A Ilha de Vidro. O álbum, divulgado na última quarta-feira (23/5), já chega ao mercado com apoio dos fãs – só foi possível após campanha de financiamento coletivo que arrecadou R$ 20 mil.

Os integrantes Caio Chaim (voz, teclado e composição); Lucas Gemelli (acordeão, guitarra, bandolim e letras); Vinicius Pires (guitarra); Victor Neves (baixo) e Tavares (bateria e percussão) trouxeram músicas marcantes para o álbum com ritmos e instrumentos diversificados.

Filipe Cardoso/Especial para o Metrópoles

As 12 músicas inéditas permeiam os ritmos ciganos, rock progressivo, tango, milonga, baião e outros. Essa mistura define o estilo nômade da banda. Mas, para entender um pouco da lógica do novo disco, é necessário falar sobre o próprio tarô – prática nascida na Europa. São 78 cartas no total, sendo que cada uma tem um significado próprio.

O nome do disco faz referência à carta dois do jogo: O Mago. O personagem, de acordo com a mitologia celta, mora em um ilha de vidro. As faixas foram compostas ao longo de um ano.

Na verdade, a gente foi descobrindo o conceito do álbum à medida que o processo foi passando

Caio Chaim

A Ilha de Vidro
A narrativa do álbum abarca a entrada na Ilha de Vidro, a vivência de um processo e saída do espaço. A primeira música, por exemplo, A Porta, representa o acesso ao local. Lá dentro, o indivíduo se depara com a busca pelo crescimento pessoal.

“Cada um de nós tem uma ilha de vidro, mas, ao mesmo tempo, é um consciente coletivo”, diz Caio. As faixas Procura-se e Em Construção apresentam esse processo de amadurecimento.

As composições perpassam vários temas voltados para busca por respostas e compreensão dos mistérios da vida, como cura, luta, partida e sentimentos humanos. Por isso, cada pessoa se identificará de formas diferentes.

Não existe absolutamente nada feito pela gente que não tenha um significado imenso por trás

Caio Chaim

As experimentações de sons também foram marcantes na construção da coletânea, como fica evidente no uso de taças de vidro como instrumentos sonoros.

Estilo
O ouvinte pode escutar baião, tango e lambada em uma mesma canção. Os arranjos são responsáveis por criarem uma particularidade para cada letra e, ao mesmo tempo, desenvolver uma experiência sinestésica.

Isso fica evidente nos elementos teatrais – a preparação cênica fica a cargo de Eli Moura. Essa característica, de acordo com os integrantes, é um complemento ao lado musical do grupo. “Somos contadores de histórias, portanto, é natural a gente utilizar todos os elementos possíveis”, aponta Caio.

Filipe Cardoso/Especial para o Metrópoles

Cenário musical em Brasília
Para o grupo, existe uma cena artística imensa em Brasília, possibilitando, inclusive, que artistas vivam apenas da música. Apesar da visão otimista sobre o mercado fonográfico local, os jovens garantem: o caminho não é fácil.

“Os artistas precisam compreender que há uma forma profissional de se fazer arte com a melhor qualidade possível e de fácil acesso”, opina Caio. Segundo o vocalista, é a internet o meio capaz de proporcionar o contato da música com o público.

Na arte, hoje em dia, tem sido fundamental bandas trocarem referências

Victor Neves

 

Divulgação

A vibe de trocas com outras bandas é, na visão do vocalista Caio, o melhor caminho para que o disco chegue ao maior número de pessoas. O projeto do grupo O Tarot é superar as fronteiras do Distrito Federal e crescer nacionalmente.

 

Divulgação

Show de lançamento do disco A Ilha de Vidro
No dia 9 de junho (sábado), às 21h, no Clube do Choro (SDC, Quadra 3, Bloco G). Ingressos: R$ 15. Valor referente à meia-entrada. Pontos de vendas: bilheteria do Clube do Choro ou on-line

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