Nova geração do sertanejo se inspira em veteranos para fazer sucesso
Nomes como Hugo & Vitor e Danilo Bottrel apostam na variedade de repertório para se firmar entre os grandes. Marcos & Belluti opinam
atualizado
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Do modão raiz à sofrência, o sertanejo lidera há alguns anos as listas das músicas mais tocadas no Brasil e consagrou recentemente nomes como Jorge & Mateus, Marília Mendonça e Gusttavo Lima ao patamar dos grandes artistas do mercado fonográfico do país.
Mesmo diante da grande concorrência, a música sertaneja exporta novas duplas e cantores praticamente a cada dia. Os “novatos” buscam o tão sonhado sucesso e reconhecimento tendo como inspiração alguns veteranos da música e a variedade de repertório como grande trunfo para conquistar o público – começando pelos mais jovens.
Baseado nisso que o mineiro Danilo Bottrel busca se colocar na prateleira dos grandes nomes do estilo. O cantor apostou em participações como as de João Bosco & Vinícius, Fernando Zor, da dupla com Sorocaba, além da veterana Roberta Miranda para bombar as músicas de seu último DVD, Ao Vivo em Escarpas do Lago.
“Eu sempre procurei agradar todo o tipo de público. Eu sempre penso na formação do repertório na criancinha que vai estar ali assistindo com os pais ao senhor de idade que às vezes vai estar lá no interior, só com um radinho, que vai poder me ouvir. Então tento sempre variar o meu repertório”, afirma Danilo, que é a voz de sucessos como Por Amar Demais e Foi Né.
Quem também está em busca da afirmação no mercado é a dupla Hugo & Vitor. Autores de Vou Ter que Superar, canção que explodiu na voz de Marília Mendonça, os cantores emplacaram recentemente a música Não Nego um Vamo, parceria com a dupla Israel & Rodolffo para estourar de vez no Brasil.
“Ainda não me considero sucesso, mas fico feliz pela forma como tudo aconteceu e como a minha música tocou as pessoas. Acho que foi uma soma de fatores: a verdade na hora de escrever e também ao carinho que os artistas depositam na composição”, conta os sertanejos.
Para a dupla, o fenômeno das lives durante a pandemia de Covid-19, ajudou no sucesso de muitos artistas que estão buscando o sucesso. “Acredito que como a internet é o principal meio de divulgação, principalmente durante a pandemia, o público mais jovem se firmou como o maior consumidor. Mas do outro lado, com as lives o público “família” cresceu muito, porque elas se tornaram uma forma de entretenimento para a família toda”, analisa a dupla Hugo & Vitor.
Outro motivo é a nova forma de falar sobre amor, tema que faz parte do cerne da música sertaneja desde o início da popularidade do gênero, com hits como Fio de Cabelo e Evidências, sucessos da dupla Chitãozinho & Xororó, a sofrência de Marília Mendonça, Zé Neto & Cristiano e Henrique & Juliano.
“Por mais que o amor seja o tema mais falado, a forma como ele é citado vai mudando muito de acordo com as gerações. Hoje, a gente vive um amor muito mais “on-line” por causa da influência da internet, então acho que isso faz o público mais jovem a se identificar com as nossas letras”, disseram.
“Roda-gigante”
Além de ser uma das grandes duplas do país, Marcos & Belutti também atuam na carreira como empresários e agenciam a carreira de diversos artistas do cenário. Os sertanejos avaliaram a importância da chegada de novos nomes ao mercado. “Nosso mercado só é tão grande porque novas duplas e novos artistas surgem a todo tempo. A gente está sempre para novos artistas estourem e que a música sertaneja esteja sempre em alta”, analisa Marcos.
“Imagina que novos artistas bombaram e o mercado está superaquecido para show, esses artistas não tem condições de fazer todos os shows que o Brasil comporta, então o restante do mercado acaba suprindo essa demanda. E a gente quer sempre fazer parte disso”, completa.
Para o músico e empresário, a principal dica para os músicos em ascensão é pensar na continuidade. “A carreira é como um roda-gigante. Uma hora você está lá em cima, outra hora você está lá embaixo, mas o importante é você não sair da roda-gigante, fazer sempre parte do jogo. Porque se você sair, é difícil voltar. É preciso sempre estar navegando neste mercado”, encerra.








