No CCBB, O Século do Samba faz uma viagem musical pelas ramificações do gênero

O curador e diretor musical do projeto, Luís Filipe de Lima, fala sobre a série de shows que estreia com Jards Macalé, ao lado de Pedro Luís, cantando samba de breque

atualizado

metropoles.com

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Leo Lara/Divulgação
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O Século do Samba, que ocupa o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) entre sexta (12/2) e segunda (15/2), tem um sentido especial para o curador e diretor musical do projeto, Luís Filipe de Lima. Primeiro, porque assinala os 100 anos do samba, contados a partir do registro da primeira composição do gênero na Biblioteca Nacional — “Pelo Telefone”, por Donga e Mauro de Almeida. 

Outro motivo que torna O Século do Samba tão caro a Luís Filipe é o seu caráter autoral . “Dos 15 projetos que idealizei para o CCBB, 14 têm a ver com esse gênero musical. O Século do Samba resgata algumas dessas apresentações e comprova que o samba está vivo, pulsante”, ele destaca.

Samba de breque
É isso que ele pretende mostrar com os quatro shows que compõem o projeto. A série estreia com“Samba de Breque e Outras Bossas”, em que Jards Macalé e Pedro Luís interpretam exemplares do breque, como “Águia de Haia” (Luís Filipe de Lima/ Nei Lopes) “Acertei no Milhar” (Geraldo Pereira) e “Tira os Óculos e Recolhe o Homem” (Macalé/Moreira da Silva), entre outros.

No dia seguinte, é a vez de “Samba Novo” com Os Prettos e João Martins, com trabalhos inéditos de grandes sambistas na voz de novos artistas. Formado pelos irmãos paulistas Magnu Sousá e Maurilio de Oliveira (ex-Quinteto em Branco e Preto), Os Prettos tem composições gravadas por Maria Rita, Alcione e Beth Carvalho. João é cria das rodas de samba do Rio de Janeiro e tem dois discos gravados, “Juízo que Dá Samba” e  “Receita de Amar”.

‘Centenário do Samba’, de Magnu, Maurilio e João, foi feito após uma sugestão minha. Eles não conheciam e compuseram pelo aplicativo WhatsApp. É uma das inéditas da noite.

Luís Filipe de Lima, curador, diretor musical e violão 7 cordas

No domingo (14/2), “Terreiro e Carnaval” resgata a tradição dos sambas de terreiro (ou de quadra). “Monarco interpreta músicas dele e da Velha Guarda da Portela, e Nei Lopes homenageia a escola dele, Salgueiro, com canções de compositores dessa agremiação, como Zuzuca e Djalma Sabiá”.

“São quatro shows bem diferentes. Eu costumo convidar artistas novos, com que nunca trabalhei, mas n’O Século do Samba estou ao lado de vários amigos e está sendo ótimo. Nei Lopes, por exemplo, já esteve em quatro ou cinco, dos 14 projetos de samba que fiz. Além dos shows pelo projeto Pixinguinha. Estou feliz por estar ao lado deles novamente”.

Luis Flipe: projeto autoral
Luis Flipe: projeto autoral *Leo Aversa/Reprodução*

O último show será “Partido-alto, Samba de Fato”, com Leci Brandão e Tantinho da Mangueira. Leci vai cantar sambas de partido-alto que já gravou, improvisando a segunda parte e brincando com o público. Tantinho mostra um repertório com canções de Xangô da Mangueira e de Cartola, como “Fiz Por Você o Que Pude”’.

A programação, portanto, fica assim: sexta (12/2), às 21h, “Samba de Breque e Outras Bossas”, com Jards Macalé e Pedro Luís; sábado (13/2), às 21h, “Samba Novo” com Os Prettos e João Martins; domingo (14/2), às 20h, “Terreiro e Carnaval” com Monarco e Nei Lopes; segunda (15/2), às 20h, “Partido-alto, Samba de Fato” com Leci Brandão e Tantinho da Mangueira.

De 12/2 a 15/2. Sexta e sábado, às 21h/ domingo e segunda, às 20h. No Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 2, Lote 22; 3108-7600) Ingressos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). À venda na bilheteria do CCBB (quarta a segunda, das 9h às 21h). Classificação indicativa livre.

 

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