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Música

Morre Abdullah Ibrahim, pianista que marcou a luta contra o apartheid

Pianista sul-africano transformou o jazz em símbolo de resistência ao apartheid e seguia em atividade aos 91 anos

15/06/2026 15:26
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Reprodução/abdullahibrahim.co.za
Foto empreto e branco do pianista Abdullah Ibrahim

Morreu nesta segunda-feira (15/6), aos 91 anos, o pianista e compositor Abdullah Ibrahim, um dos maiores nomes do jazz mundial e símbolo da resistência ao apartheid na África do Sul. De acordo com a família, o músico morreu na Alemanha após uma breve doença. Mesmo aos 91 anos, ele seguia em atividade e tinha três apresentações marcadas para 2026.

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Abdullah Ibrahim seguiu em atividade até os últimos anos de vida
Abdullah Ibrahim manteve uma carreira internacional por mais de seis décadas
Abdullah Ibrahim foi um dos maiores nomes da história do jazz sul-africano
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Abdullah Ibrahim foi um dos maiores nomes da história do jazz sul-africano

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Abdullah Ibrahim seguiu em atividade até os últimos anos de vida
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Abdullah Ibrahim seguiu em atividade até os últimos anos de vida

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Abdullah Ibrahim manteve uma carreira internacional por mais de seis décadas
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Abdullah Ibrahim manteve uma carreira internacional por mais de seis décadas

Reprodução/abdullahibrahim.co.za/Low Res

Nascido em 1934, na Cidade do Cabo, Abdullah Ibrahim ficou conhecido no início da carreira pelo nome artístico Dollar Brand. Influenciado por hinos cristãos, canções africanas, jazz e música clássica, começou a estudar piano aos sete anos e fez a estreia profissional aos 15.

Na década de 1950, destacou-se na cena jazzística sul-africana e fundou o grupo Jazz Epistles, responsável pelo primeiro álbum de jazz gravado por músicos do país. Com o avanço do apartheid, deixou a África do Sul em 1962 ao lado da cantora Sathima Bea Benjamin, com quem se casou três anos depois.

Durante uma temporada em Zurique, na Suíça, foi descoberto por Duke Ellington, que ajudou a impulsionar sua carreira internacional. Em 1974, gravou Mannenberg – Is Where It’s Happening, composição que se tornou um hino não oficial da resistência negra ao apartheid.

Ao longo de mais de seis décadas de carreira, lançou dezenas de álbuns, compôs trilhas sonoras para o cinema, dividiu o palco com grandes nomes do jazz e se apresentou na posse de Nelson Mandela, em 1994. O legado construido o consolidou como uma das figuras mais influentes da música sul-africana e da história do jazz.