Investigado pela PF, MC Ryan SP afirma que "justiça divina não falha"
O funkeiro MC Ryan SP é um dos alvos da Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal. Após quase um mês preso, ele foi solto no dia 14 de maio

Alvo da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em abril, o cantor MC Ryan SP intrigou os internautas na manhã desta quarta-feira (24/6) com um desabafo sobre estar “passando por uma tempestade”. A megaoperação da PF, que também teve como alvo o MC Poze do Rodo e o dono da Choquei, investiga um esquema de lavagem de dinheiro com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão.
Nos Stories do Instagram, Ryan publicou uma foto de uma mesa de jantar, com roupas de criança sobre ela e uma janela ao fundo. Veja:

“Faço meu trampo de boa, sem mimimi. Vários ficam felizes com a nossa tristeza, porém a justiça do divino nunca falha. E logo logo, o tempo ruim vai passar e a tempestade vai parar. O barco balança pra você ver quem é quem. Nem todo mundo que está no barco rema contigo”, escreveu o cantor.
Além disso, no final do desabafo, ele afirmou que só vai parar de fazer música “quando Deus o levar embora” e que, enquanto isso, as pessoas vão ter que aturá-lo.
Operação Narco Fluxo
- Segundo a PF, mais de 200 policiais federais participaram da operação e buscaram cumprir 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pelo juízo da 5ª Vara Federal de Santos.
- A ação ocorreu em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal.
- A PF acredita que o volume financeiro movimentado pelo grupo criminoso ultrapasse R$ 260 bilhões, de acordo com decisão do juiz federal Roberto Lemos dos Santos Filho.
- Além de armas, carrões e dinheiro em espécie, foram apreendidos pela corporação documentos e equipamentos eletrônicos que ajudarão na investigação.
- Entre os presos na operação, estavam os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa, dono da página Choquei.
- A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de Ryan. O bloqueio foi imposto a 77 alvos da PF, entre empresas e pessoas físicas.
- De acordo com a decisão judicial, o valor estimado para o bloqueio foi calculado com base no lucro estimado com os crimes que teriam sido praticados, como o tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Coaf.
- Também foram determinadas medidas de constrição patrimonial, incluindo o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e preservar ativos para eventual ressarcimento.
- As investigações continuam e os alvos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
MC Ryan ficou preso do dia 15 de abril até 14 de maio. Ele estava na Penitenciária II de Mirandópolis, no interior de São Paulo.



















