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Música

Leo RD lança clipe gravado no Sol Nascente: "Nós somos a resistência"

O vídeo de Quanto Vale usa cenas do cotidiano da maior favela da América Latina para contestar mazelas sociais e inversão de valores

24/05/2018 05:30
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Reprodução
Leo RD lança clipe gravado no Sol Nascente: “Nós somos a resistência”

O cenário hip-hop do Distrito Federal sempre foi muito bem representado por nomes como o Japão, do Viela 17, X, do Câmbio Negro e GOG. O legado dos veteranos deu belos frutos e vem inspirando a nova geração de rappers do Cerrado. Aos 21 anos, Leonardo Alves, o MC Leo RD, acaba de lançar o videoclipe da música Quanto Vale. Composição repleta de contestação social, como um rap deve ser.

Gravado na região do Sol Nascente, o vídeo mostra o cotidiano da maior favela da América Latina. “Quanto vale o olhar triste de um morador de rua? Um dependente químico, preso na loucura?”, questiona um dos versos.

De acordo com o jovem poeta das ruas, a letra visa alcançar pessoas, desde os bairros mais ricos até os vizinhos da periferia, e fazê-las refletir. “Falo do real valor das coisas, do sorriso da nossa mãe, de ter saúde, uma casa para morar. E a minha mensagem atinge um morador de rua ou um juiz”, considera.

Em menos de uma semana, a produção reúne aproximadamente 9 mil visualizações. Um ótimo número para um artista local de nicho tão específico. A meta é ultrapassar os 47,6 mil views, marca alcançada por seu maior sucesso, Desabafo. Lançada em novembro passado, a composição foi responsável por colocar o nome do carioca na Batalha do Paranoá, um dos principais encontros de MCs do DF.

Superação e persistência
Leo nasceu no Rio de Janeiro, mas veio para a capital federal ainda pequeno com sua mãe, em busca de mais oportunidades. Aos 9 anos, conheceu o rap na escola, a partir daí, aproveitou o gosto pela escrita e começou a improvisar rimas. “No início, ninguém botou muita fé nem acreditou que eu viria a ser cantor. Nem mesmo eu. É difícil acreditar quando estamos em um local sem perspectiva”, relembra.

Inspirado pelas canções do grupo Racionais MCs, o brasiliense de coração começou a falar dos terrores da desigualdade em suas letras. A primeira, Quanto Mais, rendeu 10 mil acessos à página do rapaz. “Aí eu percebi que tinha talento e decidi investir mais no meu sonho”, afirma. Desde então, ele está motivado a resgatar o militante “rap das antigas”.

O rap infelizmente está tomando outros caminhos, muitas pessoas entram apenas para ganhar dinheiro. Muitos poetas bons estão se vendendo e eu não posso deixar isso acontecer comigo

MC Leo RD

O compromisso com o segmento vem de um sentimento de gratidão. “O rap me salvou. Trouxe um propósito à minha vida. Eu tinha muita raiva acumulada e não sabia como colocar para fora”, conclui o MC que, atualmente, é bolsista em duas universidades, cursando educação física e nutrição.

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6 imagens
Os moradores do Sol Nascente fazem a figuração do clipe
Leo divide os vocais com Gabriela Freitas
Henrique Ferreira – produção da música (mixagem, masterização e criação da melodia)
Igor Evangelista produziu o making of
Assim como foi inspirado, Leo hoje serve de referência para crianças das periferias
Parceiro antigo de Leo, Braion Marçal assina a edição, direção e filmagem do vídeo
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Parceiro antigo de Leo, Braion Marçal assina a edição, direção e filmagem do vídeo

Igor Evangelista /Divulgação
Os moradores do Sol Nascente fazem a figuração do clipe
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Os moradores do Sol Nascente fazem a figuração do clipe

Igor Evangelista /Divulgação
Leo divide os vocais com Gabriela Freitas
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Leo divide os vocais com Gabriela Freitas

Igor Evangelista /Divulgação
Henrique Ferreira – produção da música (mixagem, masterização e criação da melodia)
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Henrique Ferreira – produção da música (mixagem, masterização e criação da melodia)

Igor Evangelista /Divulgação
Igor Evangelista produziu o making of
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Igor Evangelista produziu o making of

Igor Evangelista /Divulgação
Assim como foi inspirado, Leo hoje serve de referência para crianças das periferias
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Assim como foi inspirado, Leo hoje serve de referência para crianças das periferias

Igor Evangelista /Divulgação