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Não é incomum pensar em Eminem (Marshall Mathers) como um dos maiores e melhores de sua indústria. O artista conquistou um importante espaço no hip-hop e influencia milhões de pessoas ao redor do globo. É por isso que, quando Mathers lançou repentinamente seu mais novo álbum, Kamikaze, o mundo se preparou para, novamente, assistir a uma onda de críticas feitas pelo rapper.

A Billboard descreve o álbum como “birra disfarçada de correção de curso [profissional]”, produzido por um “homem de 45 anos gritando com o vácuo, esperando que alguém esteja escutando”. O astro é, inclusive, comparado ao presidente americano Donald Trump. Na obra, o músico fala de sua frustração com o rap, mídia e indústria.

Quando o álbum foi lançado, a primeira polêmica ocorreu com Tyler, the Creator de “viado”. Porém, o que mais deu a falar foi sua faixa Not Alike, na qual Eminem discute a cena do rap moderna (citando artistas como Lil Pump, G-Eazy, Lil Yachty, Fetty Wap e Migos, entre outros).

Na mesma música, o rapper resolveu responder a um trate de 2012. Nesse ano, Machine Gun Kelly chamou a filha de Eminem, Hailie, de gostosa. Agora, o música usa essa situação para questionar os valores dentro da cultura hip-hop.

 

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Em entrevista à rádio SiriusXM nos EUA, Emimen admitiu que as palavras de Machine Gun não foram a única razão para a criação da música, mas um acúmulo de reflexões sobre a nova geração do rap.

Reprodução do Twitter

O rapper de Cleveland escreveu em um tuíte, já deletado: “Ok, então acabei de ver uma foto da filha do Eminem…e preciso dizer, ele é muito gata, do jeito mais respeitoso pq [sic] Em é rei.”

A diss track de MGK é uma referência à faixa de sucesso de Eminem, Rap God. Ele acusa o veterano de apenas estar entediado com sua sobriedade. Ao lançar o diss track, ele escreveu no Twitter: “Estou respondendo não só por mim mesmo, mas pela minha geração, estou fazendo a mesma coisa que você fazia no seu tempo”.

Todos sabem que as habilidades líricas e técnicas de Eminem não são ameaçadas pela nova geração do “rap balbuciado”, como ele lembra em quase todas as faixas de Kamikaze. Embora não seja mais o Slim Shady de 2000, ele reforça: o estilo acelerado não está morto e voltará se for necessário. No álbum, inclusive, ele avisa para quem vai “passar a tocha”: Joyner Lucas, Kendrick Lamar e J. Cole.


A resposta
De acordo com a Billboard, um produtor da Shady Records, gravadora de Eminem, o rapper está fazendo uma resposta para MGK – provando seu incrível talento de incentivar a cultura hip-hop. Nesta quinta-feira (13/9), o astro lançou o vídeo de Lucky You.

Na entrevista, Mr. Porter avisou: “No momento, ele está lá trabalhando. Estamos fazendo outra coisa agora, mas confie em mim, chegaremos nisso. Eu não gostaria de ser [Machine Gun Kelly]”.

Eminem voltou e, como de costume, está causando.