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Talento nunca foi um problema para a cantora britânica Rita Ora. Mesmo assim, parecia que faltava um trabalho de maior fôlego capaz de colocá-la em outra prateleira. Com Phoenix, novo disco dela, a popstar parece ser a pessoa correta na hora (perdão, pelo trocadilho) certa.

Seis anos após lançar o disco de estreia – Ora (2012), a cantora volta com um trabalho que parecia faltar à indústria. Simples, bom de ouvir, sem altas doses de experimentalismo. Em linguagem mais “tuiteira”: que saudade a gente tava de uma boa farofa!

Por isso, é a hora certa. Enquanto as grandes cantoras do pop estão em recesso ou buscando novos rumos na carreira, Rita Ora vem com o pop dançante, radiofônico até o talo. Logo de cara, o primeiro acerto: Anywhere parece ser a música que andava faltando. Letra chiclete e muitos efeitos na batida – ao melhor estilo Britney!

 

Depois é a vez de Let Me Love You. Aquela música que já dá vontade de sair dançando – parece um baita lugar-comum das críticas, mas sintetiza o sentimento da produção com cara de historinha de amor adolescente.

Ao dividir os vocais, Ora também se sai bem nas escolhas. Lonely Together é parceria com o saudoso DJ sueco Avicii, que morreu em abril deste ano. Em For You, ela canta ao lado do ex-One Direction Liam Payne. Girls traz um mix da nova geração: Cardi B, Charli XCX e Bebe Rexha.

Outro destaque é a balada Your Song, mais uma faixa na qual a simplicidade resulta em um música agradável. Com letra romântica, a faixa não esconde suas altas doses de cafonice: quem disse que isso é ruim?

Uma prova são os resultados alcançados pela artista. Os seis singles do disco – Your Song, Anywhere, Girls, Let You Love Me, For You e Lonely Together – ultrapassaram a marca de 100 milhões de streams no Spotify.

Estaria, então, Rita Ora “salvando o pop”? Cedo para falar, é óbvio. No entanto, é inegável que Phoenix dá um frescor e uma aliviada nesse terreno que andava muito dark!

Avaliação: Ótimo