Elza Soares, a “mulher do fim do mundo”, brilha em palco brasiliense

Mais politizada do que nunca, a cantora carioca de 86 anos fez de suas músicas verdadeiros hinos em prol da mulher e dos negros

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1 de 1 Elza Soares - Foto: Michael Melo/Metrópoles

Bastou que as cortinas fossem abertas para que as 414 pessoas presentes no teatro da Caixa Cultural se levantassem dos assentos e aplaudissem por cerca de um minuto a presença da cantora Elza Soares. Sentada em uma cadeira elevada no centro do palco, a carioca de 86 anos encantou o público e mostrou seu talento e seu carisma durante a apresentação do show “A Mulher do Fim do Mundo” neste sábado (1º/4).

A apresentação de músicas do álbum que ganhou o Prêmio Grammy Latino em 2016 foi marcada por momentos especiais. Mais politizada do que nunca, Elza Soares fez de suas músicas verdadeiros hinos em prol da mulher e dos negros. “Vamos gritar, gente. Porque só gritando a gente acorda e tem muita gente dormindo por aí”, pediu, entre uma música e outra.

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Porém, a cantora preferiu, em sua crítica, enaltecer as vítimas do racismo
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Porém, a cantora preferiu, em sua crítica, enaltecer as vítimas do racismo

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“Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim”, parte do refrão da música “Maria da Vila Matilde”, foi repetida por vários minutos pela cantora e pela plateia, como um mantra contra a agressão às mulheres.

A mulher tem que gritar para acabar com a violência doméstica. Mulher só tem que gemer de prazer.

Elza Soares

Elza também cantou algumas de suas músicas clássicas, como “Volta por cima”, “Malandro” e “A Carne”. Nesta última, ela ressaltou o verso “A carne mais barata do mercado é a carne negra” e procurou contestá-lo, ao fim da canção.

Eu sou negra, eu sou negra, minha carne é negra e não é a mais barata. Todas as carnes são iguais.

Elza Soares

Apresentação
A idade, as doenças e toda a difícil trajetória da artista pesaram na apresentação deste sábado. Logo na primeira música, “Coração do Mar / A mulher do fim do mundo”, sua voz falhou quase no fim. Ela tossiu e chorou até que um rapaz da produção subiu até o seu trono e lhe ofereceu água. Recuperada, Elza juntou as forças e continuou a música: “Me deixem cantar até o fim, me deixem cantar”, entoou.

Apesar de ter perdido parte da força que tinha no passado, sua voz foi capaz de conduzir a plateia, levando-a a ficar de pé e cantar junto suas músicas, sem desanimar um só momento. Ficou claro que a vontade de se apresentar diante de uma plateia, mesmo ciente de suas fragilidades, mostrou que Elza Soares é uma verdadeira força da natureza.

Durante a apresentação, passou mensagens de apoio ao público presente, brincou com os cinco integrantes de sua banda e ainda trocou carinhos com o artista goiano Rubi, que realizou uma bela performance no palco enquanto cantavam “Benedita” e, ao fim, deitou sua cabeça no colo de Elza.

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