Desde a estreia impactante com Batuk Freak (2013), a cantora e compositora Karol Conka não sai das principais paradas de sucesso do país. Cinco anos depois, ela lança Ambulante, sua aposta para superar hits como Gandaia, Tombei e É o Poder, responsáveis por colocar a artista curitibana na cena mainstream nacional.

“A carne mais barata do mercado encareceu”, disse Elza Soares, após ouvir as 10 faixas inéditas de Ambulante, produzidas pela genialidade padrão de Boss in Drama. O endosso da cantora do milênio traduz bem o crescimento de Karol Conka no novo disco.

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Lançado pela Sony Music, Ambulante conta com 10 faixas inéditas da rapper

Já na música de abertura, Kaça, Karol mostra que sua língua está ainda mais afiada. “Eles querem meu sangue na taça / Eu até acho graça / Se não é uma ameaça, é a temporada de Kaça”, rima. Se as letras no modo “afrontosa” permanecem, há muito mais pessoalidade nas composições. “Quer falar de superação? / Muito prazer, sou a própria / Uma em 1 milhão / Original sem cópia”, afirma a rapper.

Nas canções seguintes, Bem Sucedida e Vida Que Vale, a cantora continua o relato sincero de experiências, sentimentos e crenças próprias. “Minhas frases mudam vidas / Porque eu pus minha vida em cada frase / Eu escrevo pra cicatrizar feridas / E para te lembrar que a vida é o que vale.”

 

A singularidade do álbum está na sonoridade rebuscada com uma variada gama de influências em diferentes estilos musicais. Em Saudade, por exemplo, Karol troca o seu característico electropop por um reggae nacional com a pegada dos bons tempos do Cidade Negra.

Vogue do Gueto, segunda faixa do álbum a ganhar um videoclipe, vem totalmente pop, enquanto em Dominatrix a percussão marca cada beat. Com o trap pesado de Suíte e Desapego, Conka mostra que não abandonou suas raízes no movimento hip-hop. Para fechar, nada melhor que os dois charmes de Fumacê e Você Falou.

Avaliação: Ótimo

Ouça o álbum completo: