Marília Pêra tem protagonismo na última temporada de “Pé na Cova”
Diretora Cininha de Paula diz que o autor Miguel Falabella já tinha previsto o destaque que daria, nessa fase, à intérprete da memorável Darlene
atualizado
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Até 7 de abril, ainda será possível assistir a Marília Pêra em seu último trabalho na TV, a série “Pé na Cova”, exibida às quintas-feiras na Globo. Em todos os episódios da última temporada, a atriz — morta em 5 dezembro passado — tem protagonismo.
A diretora-geral da série, Cininha de Paula, afirma que isso já era previsto por Miguel Falabella, criador do programa. “Ele sempre estruturou com muita antecedência o que ia fazer em cada temporada.”
Cininha conta que, mesmo frágil fisicamente, a atriz encarou as gravações com devoção no papel da memorável Darlene. “Vou dizer uma coisa para você: é como se nada estivesse acontecendo, como se estivesse absolutamente normal como sempre foi. Dificuldade física às vezes, porque ela estava meio enfraquecida e com muita dor no quadril”, lembra.
Ela é uma atriz tão intensa, tão boa — não consigo nem colocar no passado, a atriz está aí para todo mundo ver –, tão comprometida com seu trabalho que, para nós, não houve diferença nenhuma. A não ser no finalzinho, as dificuldades dolorosas de locomoção, mas que não influenciaram em absolutamente nada, nem na disciplina dela como atriz
A diretor lembra que nunca viu Marília esquecer uma linha, titubear ou deixar de entender algo que ela estivesse se propondo a fazer, isso em todos os trabalhos. “Vejo ela muito inteira em tudo, o tempo todo “
Sobre o sucesso de “Pé na Cova”, que estreou em 2013 trazendo para o primeiro plano uma família fora dos padrões tradicionais, a diretora acredita no fator identificação do público. “De uma certa forma, todos nós nos identificamos, porque temos nas nossas famílias uma pessoa a ser tolerada e aceita”, diz Cininha.
Para ela, a série é regida pela tolerância. “A família se tolera, com seus defeitos, suas qualidades, e tem uma coisa de estrutura familiar, de amor”, pondera. “O amor vem à frente de qualquer das diversidades sexuais, de caráter, do alcoolismo, da doença mental. Isso pega qualquer classe social.”
Com informações da Agência Estado
