Tremembé: o relato do filho de Pelé sobre relação com o pai em livro
Livro censurado pela Justiça traz um diálogo entre Edinho, filho de Pelé, com o autor de Diário de Tremembé – O Presídio dos Famosos
atualizado
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O livro Diário de Tremembé – O Presídio dos Famosos, escrito pelo ex-prefeito e jornalista Acir Filló, traz um suposto diálogo do autor com Edson Cholbi Nascimento, o Edinho (foto em destaque), filho de Pelé. No trecho da obra censurada pela Justiça, o ex-goleiro desabafa sobre a relação distante com o pai.
O livro data a conversa em 2005, quando Edinho foi preso, acusado de ligação com uma organização de tráfico de drogas. De acordo com Acir, Edinho lamentava a ausência do pai, o grande Rei do futebol.
O livro censurado
- A obra relata experiências e interações de Filló enquanto esteve preso no Centro de Detenção Provisória III de Pinheiros, mas também durante a passagem pela P2 de Tremembé.
- O livro menciona encontros com detentos famosos, como Alexandre Nardoni, Cristian Cravinhos, Gil Rugai, Lindenberg Alves, Mizael Bispo de Souza e Guilherme Longo.
- Apesar do interesse do público, a obra continua proibida de circular por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
- Segundo o relator da ação, João Morenghi, a decisão visa proteger a imagem de outros detentos que aparecem no livro, todos sob responsabilidade do Estado. As informações são do G1.
“A separação dos meus pais [ocorrida em 1974], quando eu ainda era criança, me abalou muito e gerou uma grande mágoa no meu coração. Por falta de entendimento e em razão da idade, eu tinha muita raiva e até ódio do meu pai por ele ter nos abandonado”, diz ele num trecho.
Ele também relata que Edinho dizia ter vergonha de falar que era filho de Pelé, “já que nos Estados Unidos, na de 70, o futebol era praticado majoritariamente por mulheres”. O homem é fruto do relacionamento de Pelé com Rosemeri dos Reis Cholbi, com quem teve outras duas filhas: Kely Cristina Cholbi Nascimento e Jeniffer Cholbi Nascimento.
“Eu criei uma imagem negativa do meu pai. Da boca para fora, dizia que não o amava. Na minha cabeça, ele fazia minha mãe infeliz e, por isso, era o vilão, o homem mau da história”, afirma outro trecho atribuído a Edinho.
“Quando criança, eu tinha raiva do meu pai, mas ao me tornar adulto, caí na real e passei a compreender que separações entre casais são comuns. […] Somente ao me tornar adulto percebi que meu pai nunca foi meu, da minha mãe ou da minha família. Ele era e ainda é do mundo”, finaliza.








