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Shakespeare era uma mulher negra, diz livro de pesquisadora britânica

William Shakespeare, um dos maiores dramaturgos da história, poderia ter sido, na verdade, uma mulher negra e judia

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San Diego Shakespeare Society/Reprodução
Retrato pintado do escritor e dramaturgo William Shakespeare
1 de 1 Retrato pintado do escritor e dramaturgo William Shakespeare - Foto: San Diego Shakespeare Society/Reprodução

A verdadeira identidade de William Shakespeare, um dos maiores dramaturgos da história ocidental, sempre foi motivo de debates entre estudiosos e historiadores. Agora, uma pesquisadora britânica defende que o autor teria sido, na verdade, uma mulher negra e judia.

Segundo o livro The Real Shakespeare: Emilia Bassano Willoughby, de Irene Coslet, William Shakespeare teria sido um pseudônimo usado por Emilia Bassano.

A escritora e poetisa, uma inglesa de pele escura, origem judaica e descendência mediterrânea, foi contemporânea do Bardo de Avon durante o período elisabetano (1558-1603) e é reconhecida como uma das precursoras da literatura feminista.

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Retrato do escritor e dramaturgo William Shakespeare
Tese sugere que William Shakespeare era na verdade um mulher negra de origem judaica
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Tese sugere que William Shakespeare era na verdade um mulher negra de origem judaica

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Retrato do escritor e dramaturgo William Shakespeare
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Retrato do escritor e dramaturgo William Shakespeare

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A tese da pesquisadora, publicada em 30 de janeiro deste ano, é uma das muitas que defendem que William Shakespeare, na verdade, nunca existiu. “O debate sobre a identidade do poeta mais amado de todos os tempos e ‘pai’ do mundo anglófono ainda persiste”, diz a descrição do livro.

“Gerações de pesquisadores tentaram desmantelar o mito do Homem de Stratford. Agora, neste livro intrigante e bem documentado, Irene Coslet demonstra conclusivamente que Shakespeare não era um homem, mas uma mulher: uma dama de pele escura, de origem judaica, nascida em uma família de músicos da corte veneziana, e a mãe do mundo anglófono. Seu nome era Emilia Bassano.”

As diferentes versões para a teoria se baseiam nas fracas evidências documentais que comprovem o nascimento do ator e sugerem que diferentes escritores e poetas britânicos teriam publicado obras sob a alcunha de William Shakespeare

O livro, no entanto, promete não apenas trazer o debate sobre a quem os escritos de Shakespeare devem ser atribuídos, mas também discutir a “condição das mulheres na época em que Shakespeare escrevia”.

“[A autora Irene Coslet] explica que o feminismo já existia na Inglaterra elisabetana e jacobina. Revela não só que Shakespeare era uma mulher, mas também que ela defendia as mulheres. Reintegra Emilia ao contexto da época, por exemplo, explorando a relação entre Emilia e a Rainha Elizabeth I”, acrescenta a descrição.

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