Metrópoles seleciona os 10 melhores livros do 1º semestre de 2017

Entre as novidades, há obras realizadas por ganhadores de Nobel, conhecidos escritores brasileiros e estreantes bem avaliados pela crítica

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O primeiro semestre de 2017 trouxe importantes obras literárias. Apesar da redução do número de livros comercializados, a qualidade editorial segue emplacando títulos inéditos e reedições relevantes nas livrarias.

Entre as novidades, há obras realizadas por ganhadores de Nobel, escritores brasileiros de larga experiência e estreantes bem avaliados pela crítica. Confira os 10 principais lançamentos do primeiro semestre de 2017:

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<b> “Calibre 22” (ed. Nova Fronteira, R$ 39,90), de Rubem Fonseca:</b> A obra, feita por um dos autores mais relevantes do cenário nacional, reúne 29 histórias inéditas sobre violência, falta de escrúpulos humano e indecência moral. São contos urbanos adornados por narrativa ágil, humor afiado e ironia atemporal. Entre um conto e outro, a gente se depara com as obsessões que habitam o universo de Fonseca, como anões pervertidos, uma enxurrada de sapos, prostitutas, ninfomaníacos, vinhos e charutos. Personagens marcantes de outros livros são lembrados de forma sutil.
<b> “Letras (1961-1974)” (ed. Companhia das Letras, R$ 79,90), de Bob Dylan: </b>Apesar das obras musicais do último ganhador do Nobel de Literatura serem reproduzidas em grande quantidade no país, não havia, até então, uma tradução que desse conta do potencial literário do artista. O livro tem como objetivo suprir essa demanda. Primeiro volume de dois, a obra traz, em edição bilíngue, letras lançadas por Dylan em 14 álbuns de sua juventude. No segundo volume constam as canções dos 19 discos produzidos entre 1975 e 2012, ainda não tem data de lançamento confirmado.
<b> “Caetano – Uma Biografia” (ed. Seoman, R$49,00), de Carlos Eduardo Drummond e Marcio Nolasco: </b> Trata-se de uma das primeiras biografias de artistas lançadas após o Supremo Tribunal Federal (STF) liberar publicação sem autorização do biografado. O livro não autorizado conta a vida do cantor baiano, em um trajeto que parte de Santo Amaro (BA) e chega a Hollywood, nos Estados Unidos. A obra está pronta desde 2004, mas ficou “engavetada” pela Objetiva. A editora temia que o livro fosse suspenso a pedido do cantor. De lá para cá, o tema foi alvo de diversas disputas judiciais. O quiproquó se estendeu até 2015, quando o STF autorizou a publicação de livros do gênero sem autorização prévia.
<b> “Uma Sensação Estranha” (ed. Companhia das Letras, R$ 44,90), de Ohran Pamuk: </b> Nos livros do ganhador do Nobel de Literatura em 2006, o principal personagem não costuma ser uma pessoa, mas uma cidade: Istambul, na Turquia. Em “Uma Sensação Estranha”, a transformação da cidade ao longo de várias décadas é apresentada pelos olhos de um vendedor ambulante, Mevlut, que passeia pelas ruas com potes de iogurte, arroz, ervilha e boza — bebida turca típica, com trigo fermentado. Nascido num pobre vilarejo, Mevlut sai de casa aos 12 anos rumo à cidade grande. Ali começa uma série de tentativas falhas de estudar, abrir negócios, engajar-se politicamente. Quando chega à meia-idade, todos ao seu redor estão de olho nas benesses fugazes de uma Turquia que se moderniza.
<b> “Prisioneiras” (ed. Companhia das Letras, R$ 39,90) de Drauzio Varella:</b> Com esta obra, o autor termina seus relatos sobre o período em que atuou como médico voluntário em penitenciárias, que começou em 1989 com a extinta Casa de Detenção de São Paulo, mais conhecido como Carandiru. Neste livro, Drauzio rememora os últimos 11 anos de atendimento na Penitenciária Feminina da Capital, também chamada de Colmeia, em que se encontram mais de 2 mil mulheres. Para ele, chama atenção como as detentas tornam-se seres invisíveis: é possível tolerar um encarcerado, mas não uma mãe, irmã, filha ou esposa na cadeia. Ainda assim, é possível encontrar aspectos em comum com uma cadeia masculina, como a existência de um código de leis não escrito que rege a vida das prisioneiras.
<b>"Salões de Paris" (1890 - 1903), de Proust:</b> O livro traz uma seleção de 21 crônicas em que descreve os salões parisienses, críticas de moda, arte e literatura, além de textos inspirados na política da época. Elas foram publicadas na imprensa francesa, principalmente no jornal "Le Figaro", mas também em periódicos de curta duração como o "Le Mensuel" (que circulou entre outubro de 1890 e setembro de 1891) ou revistas especializadas, como a Revue d’Art Dramatique (1886-1909) ou a Revue Blanche (1889-1903).
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"Salões de Paris" (1890 - 1903), de Proust: O livro traz uma seleção de 21 crônicas em que descreve os salões parisienses, críticas de moda, arte e literatura, além de textos inspirados na política da época. Elas foram publicadas na imprensa francesa, principalmente no jornal "Le Figaro", mas também em periódicos de curta duração como o "Le Mensuel" (que circulou entre outubro de 1890 e setembro de 1891) ou revistas especializadas, como a Revue d’Art Dramatique (1886-1909) ou a Revue Blanche (1889-1903).

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<b> “Calibre 22” (ed. Nova Fronteira, R$ 39,90), de Rubem Fonseca:</b> A obra, feita por um dos autores mais relevantes do cenário nacional, reúne 29 histórias inéditas sobre violência, falta de escrúpulos humano e indecência moral. São contos urbanos adornados por narrativa ágil, humor afiado e ironia atemporal. Entre um conto e outro, a gente se depara com as obsessões que habitam o universo de Fonseca, como anões pervertidos, uma enxurrada de sapos, prostitutas, ninfomaníacos, vinhos e charutos. Personagens marcantes de outros livros são lembrados de forma sutil.
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“Calibre 22” (ed. Nova Fronteira, R$ 39,90), de Rubem Fonseca: A obra, feita por um dos autores mais relevantes do cenário nacional, reúne 29 histórias inéditas sobre violência, falta de escrúpulos humano e indecência moral. São contos urbanos adornados por narrativa ágil, humor afiado e ironia atemporal. Entre um conto e outro, a gente se depara com as obsessões que habitam o universo de Fonseca, como anões pervertidos, uma enxurrada de sapos, prostitutas, ninfomaníacos, vinhos e charutos. Personagens marcantes de outros livros são lembrados de forma sutil.

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<b> “Letras (1961-1974)” (ed. Companhia das Letras, R$ 79,90), de Bob Dylan: </b>Apesar das obras musicais do último ganhador do Nobel de Literatura serem reproduzidas em grande quantidade no país, não havia, até então, uma tradução que desse conta do potencial literário do artista. O livro tem como objetivo suprir essa demanda. Primeiro volume de dois, a obra traz, em edição bilíngue, letras lançadas por Dylan em 14 álbuns de sua juventude. No segundo volume constam as canções dos 19 discos produzidos entre 1975 e 2012, ainda não tem data de lançamento confirmado.
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“Letras (1961-1974)” (ed. Companhia das Letras, R$ 79,90), de Bob Dylan: Apesar das obras musicais do último ganhador do Nobel de Literatura serem reproduzidas em grande quantidade no país, não havia, até então, uma tradução que desse conta do potencial literário do artista. O livro tem como objetivo suprir essa demanda. Primeiro volume de dois, a obra traz, em edição bilíngue, letras lançadas por Dylan em 14 álbuns de sua juventude. No segundo volume constam as canções dos 19 discos produzidos entre 1975 e 2012, ainda não tem data de lançamento confirmado.

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<b> “Caetano – Uma Biografia” (ed. Seoman, R$49,00), de Carlos Eduardo Drummond e Marcio Nolasco: </b> Trata-se de uma das primeiras biografias de artistas lançadas após o Supremo Tribunal Federal (STF) liberar publicação sem autorização do biografado. O livro não autorizado conta a vida do cantor baiano, em um trajeto que parte de Santo Amaro (BA) e chega a Hollywood, nos Estados Unidos. A obra está pronta desde 2004, mas ficou “engavetada” pela Objetiva. A editora temia que o livro fosse suspenso a pedido do cantor. De lá para cá, o tema foi alvo de diversas disputas judiciais. O quiproquó se estendeu até 2015, quando o STF autorizou a publicação de livros do gênero sem autorização prévia.
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“Caetano – Uma Biografia” (ed. Seoman, R$49,00), de Carlos Eduardo Drummond e Marcio Nolasco: Trata-se de uma das primeiras biografias de artistas lançadas após o Supremo Tribunal Federal (STF) liberar publicação sem autorização do biografado. O livro não autorizado conta a vida do cantor baiano, em um trajeto que parte de Santo Amaro (BA) e chega a Hollywood, nos Estados Unidos. A obra está pronta desde 2004, mas ficou “engavetada” pela Objetiva. A editora temia que o livro fosse suspenso a pedido do cantor. De lá para cá, o tema foi alvo de diversas disputas judiciais. O quiproquó se estendeu até 2015, quando o STF autorizou a publicação de livros do gênero sem autorização prévia.

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<b> “Uma Sensação Estranha” (ed. Companhia das Letras, R$ 44,90), de Ohran Pamuk: </b> Nos livros do ganhador do Nobel de Literatura em 2006, o principal personagem não costuma ser uma pessoa, mas uma cidade: Istambul, na Turquia. Em “Uma Sensação Estranha”, a transformação da cidade ao longo de várias décadas é apresentada pelos olhos de um vendedor ambulante, Mevlut, que passeia pelas ruas com potes de iogurte, arroz, ervilha e boza — bebida turca típica, com trigo fermentado. Nascido num pobre vilarejo, Mevlut sai de casa aos 12 anos rumo à cidade grande. Ali começa uma série de tentativas falhas de estudar, abrir negócios, engajar-se politicamente. Quando chega à meia-idade, todos ao seu redor estão de olho nas benesses fugazes de uma Turquia que se moderniza.
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“Uma Sensação Estranha” (ed. Companhia das Letras, R$ 44,90), de Ohran Pamuk: Nos livros do ganhador do Nobel de Literatura em 2006, o principal personagem não costuma ser uma pessoa, mas uma cidade: Istambul, na Turquia. Em “Uma Sensação Estranha”, a transformação da cidade ao longo de várias décadas é apresentada pelos olhos de um vendedor ambulante, Mevlut, que passeia pelas ruas com potes de iogurte, arroz, ervilha e boza — bebida turca típica, com trigo fermentado. Nascido num pobre vilarejo, Mevlut sai de casa aos 12 anos rumo à cidade grande. Ali começa uma série de tentativas falhas de estudar, abrir negócios, engajar-se politicamente. Quando chega à meia-idade, todos ao seu redor estão de olho nas benesses fugazes de uma Turquia que se moderniza.

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<b> “Prisioneiras” (ed. Companhia das Letras, R$ 39,90) de Drauzio Varella:</b> Com esta obra, o autor termina seus relatos sobre o período em que atuou como médico voluntário em penitenciárias, que começou em 1989 com a extinta Casa de Detenção de São Paulo, mais conhecido como Carandiru. Neste livro, Drauzio rememora os últimos 11 anos de atendimento na Penitenciária Feminina da Capital, também chamada de Colmeia, em que se encontram mais de 2 mil mulheres. Para ele, chama atenção como as detentas tornam-se seres invisíveis: é possível tolerar um encarcerado, mas não uma mãe, irmã, filha ou esposa na cadeia. Ainda assim, é possível encontrar aspectos em comum com uma cadeia masculina, como a existência de um código de leis não escrito que rege a vida das prisioneiras.
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“Prisioneiras” (ed. Companhia das Letras, R$ 39,90) de Drauzio Varella: Com esta obra, o autor termina seus relatos sobre o período em que atuou como médico voluntário em penitenciárias, que começou em 1989 com a extinta Casa de Detenção de São Paulo, mais conhecido como Carandiru. Neste livro, Drauzio rememora os últimos 11 anos de atendimento na Penitenciária Feminina da Capital, também chamada de Colmeia, em que se encontram mais de 2 mil mulheres. Para ele, chama atenção como as detentas tornam-se seres invisíveis: é possível tolerar um encarcerado, mas não uma mãe, irmã, filha ou esposa na cadeia. Ainda assim, é possível encontrar aspectos em comum com uma cadeia masculina, como a existência de um código de leis não escrito que rege a vida das prisioneiras.

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<b> “Pela Boca da Baleia” (ed. Planeta, R$ 39,90) de Sjón:</b> Embora seja mais conhecido por compor diversas letras de música para a cantora Björk, o livro lançado pelo islandês em 2008 o levou à fama internacional, angariando uma série de prêmios internacionais, como o Independent Foreign Fiction Prize (hoje chamado de Man Booker International Prize) e o Icelandic Literary Prize. A narrativa de “Pela Boca da Baleia” traz diversos elementos fantásticos da mitologina nórdica e faz um retrato da Islândia no século 17, quando se via obscurecida pela combinação de superstição, pobreza e crueldade. Sjón é um dos nomes confirmados para a Flip deste ano.
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“Pela Boca da Baleia” (ed. Planeta, R$ 39,90) de Sjón: Embora seja mais conhecido por compor diversas letras de música para a cantora Björk, o livro lançado pelo islandês em 2008 o levou à fama internacional, angariando uma série de prêmios internacionais, como o Independent Foreign Fiction Prize (hoje chamado de Man Booker International Prize) e o Icelandic Literary Prize. A narrativa de “Pela Boca da Baleia” traz diversos elementos fantásticos da mitologina nórdica e faz um retrato da Islândia no século 17, quando se via obscurecida pela combinação de superstição, pobreza e crueldade. Sjón é um dos nomes confirmados para a Flip deste ano.

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<b> Autobiografia de “Mahommad Gardo Baquaqua” (ed. Baquaqua, R$ 38,50): </b> Lançada originalmente nos Estados Unidos há 160 anos, trata-se do único registro feito por um escravo sobre os trabalhos servis no período colonial brasileiro. Mais do que contar a própria história, o autor traz detalhes sobre os costumes, as estruturas familiares e os castigos impostos aos negros daquela época.
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Autobiografia de “Mahommad Gardo Baquaqua” (ed. Baquaqua, R$ 38,50): Lançada originalmente nos Estados Unidos há 160 anos, trata-se do único registro feito por um escravo sobre os trabalhos servis no período colonial brasileiro. Mais do que contar a própria história, o autor traz detalhes sobre os costumes, as estruturas familiares e os castigos impostos aos negros daquela época.

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<b> “O Progresso do Amor” (Biblioteca Azul, R$ 43,90), de Alice Munro:</b> Uma mulher divorciada retorna à casa de sua infância, onde ligações profundas se confrontam com a memória de seus pais. Um jovem rapaz, ao se lembrar de um aterrorizante incidente da infância, tem um embate com a responsabilidade que assumiu pelo seu desafortunado irmão caçula. Um homem leva a namorada para uma visita à ex-esposa, apenas para se sentir próximo novamente de sua parceira distante. Nesses e em outros contos de “O Progresso do Amor”, da vencedora do prêmio Nobel de Literatura de 2013, prova mais uma vez ser uma sensível e apaixonada cronista de nosso tempo. A partir dos laços entre os sujeitos e das memórias desses laços, ergue-se uma narrativa incisiva, de poética cortante. O livro resulta numa coleção de retratos íntimos e labirínticos de vidas comuns, que revelam muito sobre nós mesmos, sobre nossas escolhas e nossas experiências amorosas.
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“O Progresso do Amor” (Biblioteca Azul, R$ 43,90), de Alice Munro: Uma mulher divorciada retorna à casa de sua infância, onde ligações profundas se confrontam com a memória de seus pais. Um jovem rapaz, ao se lembrar de um aterrorizante incidente da infância, tem um embate com a responsabilidade que assumiu pelo seu desafortunado irmão caçula. Um homem leva a namorada para uma visita à ex-esposa, apenas para se sentir próximo novamente de sua parceira distante. Nesses e em outros contos de “O Progresso do Amor”, da vencedora do prêmio Nobel de Literatura de 2013, prova mais uma vez ser uma sensível e apaixonada cronista de nosso tempo. A partir dos laços entre os sujeitos e das memórias desses laços, ergue-se uma narrativa incisiva, de poética cortante. O livro resulta numa coleção de retratos íntimos e labirínticos de vidas comuns, que revelam muito sobre nós mesmos, sobre nossas escolhas e nossas experiências amorosas.

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<b> “Em Nome dos Pais” (ed. Intrinseca, R$ 34,90), de Matheus Leitão: </b> O autor revisita o passado dos pais, militantes estudantis filiados ao PCdoB durante a Ditadura Militar. Em dado momento, o casal foi preso e torturado nos porões dos quartéis. Apesar de toda a carga emocional, o jornalista buscou um relato sóbrio e histórico do processo. O livro, então, é um livro sobre o passado do Brasil, contado por um jornalista que, por sinal, é filho dos protagonistas.
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“Em Nome dos Pais” (ed. Intrinseca, R$ 34,90), de Matheus Leitão: O autor revisita o passado dos pais, militantes estudantis filiados ao PCdoB durante a Ditadura Militar. Em dado momento, o casal foi preso e torturado nos porões dos quartéis. Apesar de toda a carga emocional, o jornalista buscou um relato sóbrio e histórico do processo. O livro, então, é um livro sobre o passado do Brasil, contado por um jornalista que, por sinal, é filho dos protagonistas.

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