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Poucos sabem, mas o poema “O Navio Negreiro”, o mais famoso de Castro Alves, foi inspirado na obra homônima (“Das Sklavenschiff”, no original) do poeta alemão Heinrich Heine, que havia visto uma embarcação repleta de escravos pronta para partir da Europa ao Rio de Janeiro (RJ).

Reprodução

O livro “Noites Florentinas”, de Heinrich Heine, está à venda por R$ 68,90

Com o objetivo de aproximar o escritor alemão do público brasileiro, a editora Carambaia trouxe ao Brasil, pela primeira vez em mais de 20 anos, o livro “Noites Florentinas”, escrito em 1836 por Heine em prosa. A escrita do poeta era tão bem quista na Alemanha que o filósofo Friedrich Nietzsche chegou a afirmar que havia procurado “em vão, em todos os milênios, uma música tão doce e apaixonada”.

A obra conta a história de Maximilian, que chega à casa de uma mulher doente e resolve passar duas noites distraindo-a com histórias criadas por ele mesmo. Não se sabe qual o relacionamento exato entre a dupla, mas Maximilian promete abrir seu coração à mulher e desenrola belas lembranças de sua vida.

Em seus relatos, Maximilian traz as viagens feitas em grandes cidades europeias, trazendo um olhar mordaz sobre os povos e os costumes que encontrou pelo caminho. Assim, ele faz apontamentos sobre os idiomas, a culinária, os discursos, as práticas econômicas e as concepções de mundo que encontra em suas andanças.

Com produções feitas entre 1821 e 1856, data de sua morte, Heine foi conhecido como o “último romântico” da Alemanha. Por ser judeu e sofrer com o antissemitismo em seu país de origem, ele se mudou para Paris. Lá, produziu maior parte de suas obras – ganhando também o título de “o poeta alemão mais francês de todos”. O livro está à venda desde o início do mês.

 

 

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