João Barone investiga o Brasil na 2ª Guerra em série de quatro episódios
“1942 — O Brasil e Sua Guerra Quase Desconhecida” estreia nesta terça (6/10) no Philos, canal on demand da Globosat
atualizado
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Aficcionado pela história brasileira na Segunda Guerra Mundial, o baterista João Barone, dos Paralamas do Sucesso, lança mais um projeto sobre o tema. A partir desta terça-feira (6/10), está disponível no Philos, canal on demand da Globosat, a série documental “1942 — O Brasil e Sua Guerra Quase Desconhecida”, dividida em quatro episódios de meia hora de duração.
Trata-se da transposição do trabalho de pesquisa realizado por Barone e publicado no livro homônimo, em 2013. Barone foi além do material escrito. Entrevistou especialistas, historiadores e personalidades e, em abril deste ano, o músico acompanhou a celebração dos 70 anos do fim da guerra com alguns pracinhas que estiveram ali décadas antes. “Alguns deles voltaram para a Itália pela primeira vez desde que a guerra acabou. Acompanhamos isso. Não tem como não se emocionar com o Brasil na guerra”, disse. “É uma história que a gente precisa colocar no lugar certo.”
Barone encampa a ideia de que a história brasileira durante o conflito mundial deveria ser mais difundida. Sobre o tema, ele já publicou dois livros e comandou os documentários Um Brasileiro no Dia D (2006) e O Caminho dos Heróis (2014). “É uma história interessante. Preciso ter um compromisso com esses caras, pessoas como o meu pai”, justifica.
João Barone soube pelos irmãos mais velhos que seu pai havia sido um dos pracinhas, ou soldado da Força Expedicionária Brasileira, durante a atuação do País na Segunda Guerra Mundial. O pai, em si, pouco falava da guerra e do período em que passou na Europa. O músico brinca que “foi salvo pelos Beatles” ainda na infância e seu interesse por música cresceu mais do que pela história brasileira de 1942. As brincadeiras com soldadinhos de chumbo, contudo, não foram embora.
Com o pai, o músico só foi capaz de romper a barreira invisível responsável por evitar os temas relacionados à guerra, em 1999. Comprou um jipe usado no conflito e chamou o pai para ajudá-lo a restaurar o veículo. “Ele não era militar. Teve que largar o violão e pegar no fuzil.”
